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A estrutura fundiária brasileira, fortemente marcada pela...

A estrutura fundiária brasileira, fortemente marcada pela concentração histórica de terras, reflete heranças coloniais, processos de modernização agrícola seletiva e políticas agrárias que privilegiaram grandes proprietários. O Censo Agropecuário do IBGE evidencia a persistência de latifúndios orientados ao agronegócio exportador, coexistindo com pequenas propriedades familiares responsáveis por significativa parcela da produção de alimentos para o consumo interno. Essa configuração sustenta disputas sociais no campo, pressiona ecossistemas frágeis e mantém a reforma agrária como pauta central nos debates sobre justiça social, soberania alimentar e sustentabilidade ambiental.


À luz dessas interpretações, assinale a proposição mais consistente com a análise acadêmica da questão agrária brasileira:


A

O agronegócio, embora central na economia nacional, reproduz lógicas de concentração territorial, impactando biomas sensíveis e reforçando assimetrias sociais no campo.


B

A concentração fundiária constitui fator estrutural de desigualdade social e de pressão ambiental, tornando-se um dos principais obstáculos à efetivação de um modelo agrícola justo e sustentável.


C

A agricultura familiar, apesar de restrita em extensão territorial, desempenha papel fundamental na segurança alimentar, mas enfrenta limitações estruturais impostas pela concentração de terras e pelo crédito desigual.


D

Os movimentos sociais do campo, como o MST, tensionam o debate público ao reivindicar reforma agrária e políticas redistributivas, mas encontram resistência diante do poder econômico e político de elites agrárias.


E

A atual configuração fundiária resulta de longa trajetória histórica, que articula heranças coloniais, transformações do século XX e políticas recentes, mantendo a concentração como traço persistente e resistente a reformas.