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Cabe ao professor ter parâmetros claros de aprendizagem frente a tarefas e trabalhos, sem cair no risco das tarefas avaliativas desarticuladas de propostas pedagógicas multidimensionais, como testes objetivos, que não lhe permitirão obter indicadores qualitativos necessários para o acompanhamento da evolução de saberes diversos e complexos construídos pelos alunos.
(ESTEBAN, Maria Teresa. HOFFMANN, Jussara. SILVA, Janssen Felipe. (ORGs). Práticas Avaliativas e aprendizagens significativas em diferentes áreas do currículo. Capítulo 3, p. 53 a 64. Mediação. 2013. Adaptado)
A respeito do assunto, Hoffmann cita o relato de um professor, o qual diz que ao solicitar aos alunos de 6ª série (hoje 7º ano) que narrassem as histórias de suas famílias, percebeu a grande dificuldade que tinham em realizar tal tarefa. Nesse contexto, para evitar as tarefas objetivas, de acordo com Hoffmann, é necessário que as tarefas avaliativas
resultem em encaminhamentos interdisciplinares através da mediação conjunta de vários professores, a partir de estratégias pedagógicas que levem os alunos a evoluir em suas aprendizagens de forma harmoniosa.
sejam planejadas em conjunto com todos os professores, de forma independente das práticas pedagógicas cotidianas, funcionando como instrumentos isolados para medir resultados finais ao longo do processo escolar.
priorizem o desempenho individual do estudante em tarefas multidisciplinares e competitivas, valorizando a classificação e a hierarquização dos alunos nas diversas disciplinas como forma de estimular maior esforço no aprendizado.
sejam estruturadas em torno das experiências e vivências do cotidiano dos alunos, preservando as especificidades e a autossuficiência de cada disciplina no desenvolvimento de seus próprios critérios de acompanhamento.
valorizem as produções criativas dos estudantes, submetendo o processo de aprendizagem ao produto final apresentado em cada atividade, considerando tal produto como referência central da evolução dos saberes e vivências dos alunos.