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Milton Santos, em Por uma outra globalização, aborda como os transportes se inserem no processo globalizador, relativizando discursos que apresentam a globalização como algo homogêneo. Ele analisa como as redes de mobilidade, as infraestruturas e as rotas de transporte configuram o espaço geográfico e acentuam desigualdades entre regiões, entre centros e periferias no acesso a fluxos de mercadorias, pessoas e informação. Com base na geografia crítica de Santos, é verdadeira a seguinte afirmativa:
o autor defende que, no contexto da globalização, o papel dos transportes é neutro: tanto regiões centrais quanto periféricas se beneficiam de forma equivalente do desenvolvimento das vias globais de mobilidade
segundo Santos, as infraestruturas de transporte tendem a reforçar as desigualdades territoriais, porque privilegiam rotas que conectam áreas às redes principais globais, deixando margens e periferias com acesso cada vez mais restrito
a globalização favorecerá necessariamente a universalização da qualidade do transporte, pois a modernização das vias, portos e aeroportos é igualmente implantada em todas as áreas de um país
o autor afirma que as empresas multinacionais de transporte eliminam toda a ação, planejamento e administração dos países nos sistemas de transportes, fazendo com que os Estados-Nação deixem de ter qualquer papel relevante no planejamento de infraestruturas do transporte