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A permanência da estrutura fundiária colonial do Brasil continua sendo responsável pela violência no campo. Conforme a Comissão da Pastoral da Terra, em 2022, foram registrados 2.018 casos de conflitos no campo, envolvendo 909,4 mil pessoas e mais de 80,1 milhões hectares de terra em disputa em todo o território nacional, o que corresponde à média de um conflito a cada quatro horas. Essas ocorrências abrangem não apenas as disputas específicas pela terra, mas também a disputa por água, trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão, contaminação por agrotóxico, assassinatos, mortes e outros casos de violência.
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2023-04/brasil-registrou-um-conflito-no- campo-cadaquatro-horas-em-2022
O aumento exponencial de conflitos e, por conseguinte, de mortes no campo, atualmente, tem relação direta com:
O advento de novas tecnologias que modernizou as atividades agrícolas e aumentou a capacidade de produção de alimentos.
A expansão das novas fronteiras agrícolas que abrangem as regiões centro-oeste e norte, cujo modelo produtivo se baseia na diversificação da produção;
A drástica estagnação da Reforma Agrária, haja vista que essa prevê a redistribuição de terras latifundiárias e improdutivas.
Com o desenvolvimento da pluriatividade no espaço rural, em razão da urbanização do campo que promovem, além de atividades agrícolas, também, atividades não-agrícolas.
Em razão das novas ruralidades inauguradas pelo MATOPIBA nas regiões Nordeste e Norte, já que concentram os maiores casos registrados de violência no campo no país.