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Antônio Candido, crítico literário de orientação marxista, compreende o tempo não como mercadoria, mas como dimensão estruturante da vida humana e da realização subjetiva. Nessa perspectiva, o tempo desempenha papel central na luta por justiça social, pois está diretamente relacionado ao processo de alienação do trabalhador e à sua possibilidade de emancipação.
Carta Maior. Tempo não é dinheiro. Discurso proferido por Antonio Candido por ocasião da inauguração da Biblioteca do MST. São Paulo: 10 de ago. de 2006. Disponível em: https://traduagindo.com/2025/07/24/antonio-candido-tempo-nao-e-dinheiro/. Acesso em 28 de jul. de 2025.
Considerando esse entendimento, expresso na afirmação de que “tempo não é dinheiro; tempo é o tecido da nossa vida”, está CORRETO o que se afirma em:
Aproxima-se do liberalismo ao tratar o tempo como capital sob gestão individual.
Afirma que a luta do trabalhador envolve conquistar tempo livre para romper com a lógica produtivista.
Defende que o tempo subjetivo e o cronológico seguem naturalmente a lógica de mercado.
Relaciona o sentido do tempo à liberdade individual, sem vínculo com condições materiais.
Trata o tempo como dimensão espiritual, desligada das relações econômicas e de trabalho.