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Leia o trecho abaixo:
“O pseudoxeromorfismo da vegetação do Cerrado é caracterizado por uma aparência xeromórfica 'falsa' em muitas de suas espécies lenhosas. Embora as plantas apresentem características morfológicas que sugerem uma adaptação à escassez severa de água — como troncos de casca grossa e folhas coriáceas —, essas feições resultam, na verdade, de um escleromorfismo oligotrófico”
AB’Saber, Aziz. Os domínios de Natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas – São Paulo: 2003.
Considerando a análise de Aziz Ab'Saber sobre o Domínio dos Cerrados, o conceito de 'pseudoxeromorfismo' é fundamental para se compreender a relação entre a fisionomia vegetal e o suporte ecológico da região.
Sobre esse fenômeno e as condições ambientais que o sustentam, assinale a alternativa CORRETA.
Decorre de uma adaptação evolutiva à escassez hídrica severa tanto na superfície quanto no subsolo profundo, o que obriga a vegetação a desenvolver tecidos que minimizem a evapotranspiração.
Reflete a deficiência hídrica do subsolo durante a estiagem prolongada (5 a 6 meses), momento em que o lençol freático atinge profundidades inacessíveis, forçando as plantas ao escleromorfismo.
É uma resposta morfológica à pobreza nutricional e à composição química dos solos, sendo viabilizado pela manutenção do suprimento hídrico através de raízes profundas que acessam o lençol d'água permanente.
Manifesta-se exclusivamente e de forma independente como uma defesa adaptativa contra o regime de queimadas naturais, sendo a casca grossa (súber) uma proteção térmica independente da disponibilidade de nutrientes no solo.
Resulta da combinação entre a elevada umidade relativa do ar no inverno (acima de 70%) e a lixiviação intensa dos solos, o que gera uma aparência de desgaste na vegetação rala e rasteira.