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Leia os textos de apoio:
Texto 1
Desde 1980 pesquisadores alertam sobre colapso das minas da Braskem em Maceió
Pesquisas realizadas pela Universidade Federal de Alagoas alertavam para os riscos de afundamento do solo
devido a um aumento do nível do lençol freático na região
Oito anos depois, em 2018, o desnivelamento começou a se tornar evidente. Em alguns bairros, rachaduras de 280 metros de extensão surgiram nas casas e nas ruas. A Braskem foi obrigada a interromper a mineração e a evacuar os moradores das áreas mais afetadas.
Desde 2019, mais de 14 mil imóveis precisaram ser desocupados na região, de acordo com a prefeitura, afetando cerca de 55 mil pessoas.
Em 2020, a Justiça de Alagoas determinou que a Braskem pagasse indenização às famílias afetadas pelo afundamento. A empresa também foi condenada a reparar os danos ambientais causados.
Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2023/12/01/desde-1980-pesquisadores-alertam-sobre-colapso-das-minas-da-braskem-emmaceio.ghtml. Acesso em 20 dez. 2025
Texto 2.

O desastre socioambiental ocorrido em Maceió (AL), decorrente da exploração de sal-gema, tornou-se um caso emblemático para o debate sobre o planejamento territorial no Brasil.
Ao analisar o conflito entre o desenvolvimento econômico e o desenvolvimento sustentável em um contexto de intervenção antrópica comprovada, é CORRETO afirmar que
o fenômeno de subsidência em Maceió é um processo geomorfológico exclusivamente natural e cíclico, o que isenta a atividade mineradora de responsabilidade direta sobre as transformações da paisagem urbana.
o desenvolvimento sustentável foi plenamente atendido pela empresa por meio do pagamento de indenizações, uma vez que a compensação financeira é o mecanismo técnico capaz de reverter o dano ambiental e restaurar a dinâmica dos bairros atingidos.
a exploração de recursos do subsolo em áreas densamente povoadas é uma prática inerente ao desenvolvimento sustentável, desde que o PIB local apresente crescimento positivo durante o período de extração mineral.
o reassentamento compulsório de milhares de famílias representa uma estratégia de planejamento urbano moderno, visando à renovação das formas espaciais e à valorização de novas áreas periféricas da capital alagoana.
o caso exemplifica como a busca pelo crescimento econômico, ao negligenciar as externalidades ambientais e os riscos geológicos, compromete o pilar social da sustentabilidade e gera prejuízos financeiros que podem superar o valor da riqueza extraída.