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Observe a Tabela 1:
Tabela 1.
Maiores variações populacionais absolutas positivas
Municípios com população > 100.000 habitantes

Maiores variações populacionais absolutas negativas
Município com população >100.000 habitantes

Maiores variações populacionais relativas positivas
Município com população >100.000 habitantes

Fonte: IBGE (2022)
Os dados preliminares e definitivos do Censo 2022 revelam uma inflexão nas tendências demográficas brasileiras. Observa-se que o ritmo de crescimento das grandes metrópoles e capitais desacelerou, enquanto cidades médias (entre 100 mil e 500 mil habitantes) apresentam taxas de crescimento populacional acima da média nacional, como indicam as tabelas. Paralelo a esse fenômeno, o país atravessa uma célere transição demográfica, caracterizada pela redução acentuada da fecundidade e pelo envelhecimento da estrutura etária. A intersecção desses fenômenos impõe novos desafios ao planejamento estatal e à compreensão da organização do território. Considerando as implicações socioeconômicas e espaciais dessa reconfiguração recente da demografia brasileira, assinale a alternativa CORRETA.
A descentralização populacional em direção às cidades médias indica um processo de desurbanização, no qual o setor primário volta a ser o principal absorvedor da mão de obra jovem oriunda das capitais.
O fenômeno da desmetropolização é resultado exclusivo de uma mudança de preferência subjetiva das famílias por cidades menores, sem relação com a desconcentração das atividades produtivas ou com o custo da terra urbana.
O estreitamento da base da pirâmide etária brasileira representa uma vantagem econômica imediata e perene, pois a redução do contingente jovem elimina a necessidade de investimentos em educação básica e formação técnica.
A interiorização das migrações, ao fortalecer as cidades médias, promove uma homogeneização imediata das desigualdades regionais, tornando o PIB per capita do interior idêntico ao das grandes capitais estaduais.
A redução do ritmo de crescimento populacional, aliada ao envelhecimento dos estratos etários, altera a razão de dependência – relação entre quem produz e os que são dependentes – e sinaliza o esgotamento do 'bônus demográfico', exigindo reformas estruturais para sustentar o sistema previdenciário e os serviços de saúde.