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O cenário das emissões globais em 2025 revela um descompasso entre os compromissos assumidos em fóruns internacionais (como as COPs, instâncias centrais de negociação climática) e a dinâmica do mercado global. A China, embora lidere a transição para energias renováveis, mantém-se como o maior emissor absoluto do planeta.
Esse fenômeno está intrinsecamente ligado ao seu modelo de desenvolvimento, que atua como o 'pilar produtivo' do mundo, sustentado pela exploração de matrizes fósseis e mão de obra barata para garantir a competitividade de produtos manufaturados que abastecem o consumo global.

A análise dos dados de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) e das negociações climáticas internacionais permite identificar as dificuldades de implementação da descarbonização em escala global.
Sobre essa problemática, assinale a alternativa CORRETA.
O volume expressivo de emissões da China evidencia o limite dos acordos internacionais, pois o modelo de industrialização voltado à exportação prioriza o crescimento econômico e a competitividade de custos, gerando um paradoxo em que o país é, ao mesmo tempo, o maior poluidor e o maior produtor de tecnologias verdes.
A redução das emissões observada na União Europeia e nos Estados Unidos comprova o sucesso definitivo do Acordo de Paris, uma vez que esses países conseguiram descarbonizar suas economias sem transferir suas cadeias produtivas mais poluidoras para nações em desenvolvimento.
A disparidade entre as metas das COPs e a realidade ambiental decorre da recusa sistemática das nações emergentes em adotar fontes renováveis, preferindo o uso do carvão por ser uma exigência técnica para a manutenção de direitos trabalhistas e altos salários.
A China lidera o ranking de emissões apenas em termos per capita, o que isenta seu modelo industrial de exportação de responsabilidade climática, já que a poluição gerada pelas fábricas é integralmente compensada pelo sequestro de carbono de suas florestas temperadas.
O Brasil, por possuir uma matriz elétrica majoritariamente renovável, foi o único país do G20 a reduzir suas emissões totais de CO2 e nas últimas duas décadas, demonstrando que a agropecuária de exportação não interfere no balanço de gases de efeito estufa.