

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Leia o trecho da reportagem abaixo:
Com um boi por hectare, pecuária extensiva degrada o Cerrado
Mapa por satélite inédito da Embrapa estima que 60% das áreas do bioma estão danificadas
A vaca foi para o brejo. E também pastou e pisoteou campos. Atravessou rios e comeu até o topo dos morros. Derrubou a floresta e devastou o cerrado. Há 207 milhões de brasileiros para 212 milhões de cabeças de gado bovino. Vacas latifundiárias, que se espalham por cerca de 200 milhões de hectares ocupados por pastagens. Isso representa pouco menos de um quarto do território nacional, o que dá uma densidade de cerca de um animal por hectare, segundo contas da Embrapa, que lançou um pioneiro mapa da degradação da pecuária no Brasil. Desenvolvido com dados de satélite, ele é um instrumento para conter a devastação e aumentar a produção.
A pecuária brasileira, responsável por 6,8% do PIB, sustenta-se em um modelo de baixa eficiência produtiva e baixo custo, onde o lucro deriva da extensão da área ocupada e não da produtividade por hectare.
O Globo. Com um boi por hectare, pecuária extensiva degrada o Cerrado. Disponível em: https://oglobo.globo.com/economia/com-um-boipor-hectare-pecuaria-extensiva-degrada-cerrado-17490426. Acesso em: 20 dez. 2025. (Adaptado)
A ratificação do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia acirra o debate: de um lado, o receio de agricultores europeus com a competitividade do produto sul-americano; de outro, o alerta de ambientalistas sobre a intensificação da supressão vegetal para atender à demanda de mercado. A correlação entre a posição do Brasil como líder mundial na exportação de commodities e a dinâmica de uso do solo revela contradições entre o crescimento econômico e a preservação ambiental.
Sobre os impactos da pecuária extensiva e a expansão do agronegócio no Cerrado, assinale a alternativa CORRETA.
A pecuária extensiva no Brasil apresenta altos custos de produção em comparação aos Estados Unidos, o que obriga os pecuaristas a investirem em confinamento tecnológico, reduzindo drasticamente a necessidade de novas áreas de pastagens e protegendo os remanescentes do Cerrado.
O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia é amplamente defendido por ambientalistas europeus, pois as normas da UE garantem que o aumento das exportações de carne brasileira ocorra sem qualquer pressão sobre a cobertura vegetal ou sobre os habitats de animais silvestres.
A compactação do solo e a alteração do microclima local são impactos mitigados pela pecuária extensiva, uma vez que o pisoteio constante do gado bovino auxilia na aeração da terra e aumenta a infiltração de água nos aquíferos do Planalto Central.
A competitividade da carne bovina brasileira baseia-se na exploração de vastas áreas, resultando majoritariamente na fragmentação de habitats e na degradação pedológica; esse modelo é tensionado por mercados externos que veem na expansão da fronteira agrícola uma ameaça à sustentabilidade global.
O avanço da pecuária sobre o topo dos morros e nascentes é compensado pela alta densidade populacional bovina por hectare, o que torna a pecuária brasileira a mais eficiente e intensiva do mundo em termos de conservação de biodiversidade.