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“Quando Zé Maria foi morto com 25 tiros, no dia 21 de abril de 2010, ele tinha 44 anos e já era considerado a liderança mais destacada na luta contra a prática de pulverização aérea de agrotóxicos no perímetro agrícola da Chapada do Apodi. Ele também era um dos principais defensores da redistribuição de terras do chamado Perímetro Irrigado do Jaguaribe- Apodi, uma área pertencente ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e disputada por pequenos e grandes produtores rurais da região. O assassinato do ambientalista aconteceu em uma estrada erma, entre bananais, no município de Limoeiro do Norte, na região da Chapada do Apodi, interior do Ceará na divisa com o Rio Grande do Norte”.
O texto acima faz referência direta:
Aos históricos conflitos agrários que permeiam o uso e ocupação dos espaços agrários nacionais, incluindo o Ceará.
À primeira pauta ambientalista organizada no Estado do Ceará, justamente em uma das áreas que concentrava mais latifúndios e conflitos agrários no Estado.
Ao papel decisivo do Estado na redistribuição de terra na área que compreende a divisa entre os Estados do Ceará e do Rio Grande do Norte.
Ao texto da Lei nº 19.135/2024 que proíbe, em todo o Estado do Ceará, o uso de drones para fins de pulverização de agrotóxicos.
Ao baixo risco de contaminação do lençol freático na Chapada do Apodi, por se constituir em área sedimentar.