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A regionalização oficial do IBGE, consolidada em 1970 e atualizada após a Constituição de 1988, utiliza o conceito de "regiões homogêneas" sob uma perspectiva funcionalista. No entanto, a transição entre o Centro-Oeste e o Norte, especificamente no estado do Tocantins, revela tensões entre a herança fisiográfica e a dinâmica política. Sobre a lógica de agrupamento das macrorregiões brasileiras, assinale a alternativa correta:
O agrupamento do Tocantins à Região Norte fundamentou-se na necessidade de integração do vale do Araguaia-Tocantins à dinâmica da Amazônia Legal, apesar de sua fisionomia vegetal ser predominantemente de Cerrado.
A inclusão do Maranhão na Região Nordeste é puramente geomorfológica, ignorando o fato de o estado pertencer integralmente ao ecossistema amazônico e à dinâmica econômica do Centro-Oeste.
A Região Sudeste é definida exclusivamente pelo critério de densidade demográfica, sendo o único agrupamento que não possui unidades federativas com biomas de transição.
A atual divisão regional ignora a herança das "macrorregiões históricas" de 1940, que já consideravam o estado de São Paulo como parte integrante da Região Sul devido aos fluxos migratórios.