A segregação residencial no espaço urbano constitui um dos processos espaciais mais relevantes na produção da fragmentação das cidades, estando vinculada a um fenômeno mais amplo e complexo: a segregação socioespacial. A partir desse processo, estruturam-se relações sociais, fluxos de mobilidade e atividades econômicas distribuídas de maneira desigual no território urbano. Nesse contexto, a segregação residencial pode manifestar-se tanto na forma de autossegregação quanto de segregação imposta ou induzida, evidenciando diferentes níveis de escolha e condicionamento no acesso aos locais de moradia.
CORRÊA, Roberto Lobato. Segregação residencial: classes sociais e espaço urbano. In: VASCONCELOS, Pedro de Almeida; CORRÊA, Roberto Lobato; PINTAUDI, Silvana Maria. A cidade contemporânea: segregação espacial. São Paulo: Contexto, 2016, p. 39-60.
Com base no texto, assinale a alternativa correta sobre tipos de segregação residencial.
A segregação imposta envolve aqueles que residem onde lhes é determinado, sem alternativas de escolha locacional ou de tipo de habitação.
A segregação induzida envolve aqueles que definem onde residir em função das condições de estabilidade e de vantagens econômicas que usufruem.
A segregação induzida e a autossegregação apresentam limites pouco nítidos, uma vez que ambas envolvem grupos pertencentes aos estratos sociais superiores.
A autossegregação reforça condições de reprodução social associadas a grupos em situação de vulnerabilidade, os quais possuem limitações de escolha quanto aos locais de moradia.
A segregação imposta e a segregação induzida apresentam distinções marcantes, pois a primeira é direcionada aos grupos socialmente vulneráveis, enquanto a segunda decorre de condicionamentos econômicos que restringem parcialmente a liberdade de escolha residencial.