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A análise dos solos brasileiros, especialmente no domínio amazônico e no estado de Rondônia, exige abordagem pedológica rigorosa, que considere processos de formação, dinâmica geoquímica e interação com clima e vegetação, superando a percepção simplificada de que a presença de floresta densa implica fertilidade edáfica elevada.
Sobre esse assunto, assinale a alternativa INCORRETA.
No estado de Rondônia predominam solos altamente intemperizados, como Latossolos e Argissolos, caracterizados por elevada lixiviação, baixa saturação por bases, acidez significativa e forte dependência da ciclagem superficial da matéria orgânica.
A elevada biomassa e diversidade da floresta amazônica decorrem, de forma predominante, da alta fertilidade química intrínseca dos solos, que apresentam naturalmente elevados teores de nutrientes disponíveis ao longo de todo o perfil pedológico.
A produtividade da floresta amazônica está fortemente associada à rápida decomposição da serrapilheira e à reciclagem superficial de nutrientes, que se concentram majoritariamente na biomassa e nos horizontes mais superficiais do solo.
A remoção da cobertura florestal em ambientes tropicais úmidos tende a acelerar processos de perda de matéria orgânica, erosão e lixiviação, comprometendo a fertilidade funcional do sistema solo-planta.
Nos Latossolos, comuns na Amazônia e em Rondônia, observa-se horizonte B latossólico profundo, estrutura granular estável e boa infiltração, mas, do ponto de vista químico, baixa disponibilidade natural de nutrientes e elevada acidez.