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A evolução do pensamento geográfico não se reduz à sucessão linear de escolas, pois envolve reconfigurações epistemológicas, metodológicas e analíticas acerca do objeto da Geografia, de seus procedimentos de investigação e de suas formas de interpretar a produção do espaço. Nesse percurso, correntes clássicas e contemporâneas formularam leituras distintas sobre cientificidade, explicação espacial, subjetividade, totalidade social e interdisciplinaridade.
Considerando essas premissas, assinale a alternativa CORRETA.
A abordagem quantitativa rompe com qualquer pretensão explicativa de base empírica, pois substitui a análise de padrões espaciais pela centralidade exclusiva da interpretação qualitativa do território.
A geografia crítica se distingue por atribuir primazia às vivências individuais e à experiência subjetiva dos lugares, deslocando para plano secundário as determinações históricas, econômicas e sociais da produção do espaço.
A abordagem humanista enfatiza percepção, experiência e significação dos lugares, enquanto a geografia crítica privilegia a análise das contradições socioespaciais e das relações historicamente produzidas no espaço.
As correntes clássicas da Geografia rejeitavam integralmente a relação entre sociedade e natureza, razão pela qual seu legado foi superado por paradigmas contemporâneos voltados exclusivamente à análise social do espaço.
A interdisciplinaridade, na Geografia contemporânea, tornou-se incompatível com a preservação de categorias analíticas próprias, pois o diálogo com ciências ambientais, sociais e econômicas dissolve a especificidade epistemológica do campo geográfico.