

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Texto para questões 37 e 38
TEXTO 1
A desertificação no semiárido brasileiro foi citada pelo Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) em seu relatório Mudanças climáticas e Terra de 2019. O relatório apontou que 94% da região semiárida brasileira está sujeita à desertificação. Segundo o pesquisador que participou da elaboração do relatório, Humberto Barbosa, a “região semiárida é a mais impactada (pela mudança do clima) no Brasil”. A degradação dos solos do semiárido também se deve a outra ação humana: o desmatamento na Caatinga, ecossistema natural da região. Segundo Barbosa, ainda não se sabe quanto da desertificação se deve ao desmatamento e quanto se deve às mudanças climáticas. “É muito difícil separar os dois processos”.
Disponível em: https://bit.ly/44PF331. Acesso em: 20 maio 2025 (adaptado).
TEXTO 2
Quarto maior bioma do Brasil, abarcando 11% do território nacional, a Caatinga já perdeu 53,5% de sua cobertura original, segundo o MapBiomas, plataforma que monitora o uso do solo no país.
SÁ, I. B. et al. Processos de desertificação no semiárido brasileiro. In:SÁ, I. B.; SILVA, P. C. G. (Ed.). Semiárido brasileiro: pesquisa desenvolvimento e inovação. Petrolina: Embrapa Semiárido, 2010.
Um professor de Geografia em uma escola do semiárido brasileiro está desenvolvendo uma sequência didática sobre os impactos socioambientais descritos no texto. Nesse contexto, a melhor forma de aplicar o raciocínio geográfico e o pensamento espacial para compreender as dinâmicas socioambientais da desertificação no semiárido é por meio de:
Dados climáticos e históricos para explicar a desertificação, pois o clima é o fator de maior relevância nesse processo.
Imagens de satélite e mapas temáticos para identificar mudanças no uso do solo, relacionando-as com os impactos nas comunidades locais.
Textos teóricos sobre desertificação, secundarizando o uso de recursos visuais, pois eles pouco contribuem para o raciocínio geográfico.
Mapa da biodiversidade da Caatinga, limitando a análise dos aspectos sociais e econômicos das populações afetadas.