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Texto para questões 74 e 75
Quanto ao meio técnico-científico-informacional, é o meio geográfico do período atual, onde os objetos mais proeminentes são elaborados a partir dos mandamentos da ciência e se servem de uma técnica informacional da qual lhes vem o alto coeficiente de intencionalidade com que servem às diversas modalidades e às diversas etapas da produção.
A produção do meio técnico-científico obriga a uma reinterpretação qualitativa do investimento público, em função dos círculos de cooperação que, desse modo, se instalam em um nível superior de complexidade e em uma escala geográfica de ação bem mais ampla. O investimento público pode aumentar em uma dada região, ao mesmo tempo que os fluxos de mais-valia irão beneficiar a algumas firmas ou pessoas, que não são obrigatoriamente locais. Essa contradição entre fluxo de investimentos públicos e fluxo de mais-valia consagra a possibilidade de ver acrescida a dotação regional de capital constante, ao mesmo tempo que a sociedade local se descapitaliza. Da mesma forma, a vulnerabilidade ambiental pode aumentar com o crescimento econômico local.
SANTOS, M. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Edusp, 2006 (adaptado).
De acordo com o texto, o meio técnico-científico-informacional fomenta processos de regionalização
homogêneos, em que as regiões se beneficiam igualmente dos investimentos públicos e dos fluxos de informação.
emancipatórios, que atenuam desigualdades regionais com a distribuição equitativa das tecnologias para atender à expansão do capital.
autônomos, desvinculados dos processos de regionalização pretéritos pois estes foram determinados por fatores naturais e históricos.
renovados, marcados por fluxos imateriais que afirmam a seletividade dos benefícios locais e intensificam desigualdades socioespaciais.