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Ao longo dos estudos geográficos no que tangem às formas de relevo do território nacional, várias classificações realizadas consideraram fatores variados e a tecnologia que existia no momento. Atualmente a classificação mais aceita é do geógrafo Jurandyr Luciano Sanches Ross.
“O relevo brasileiro só pode ser entendido a partir dos processos geomorfológicos que afetaram o Continente Sul-americano. Os processos morfogenéticos do Brasil estão relacionados com a abertura do Oceano Atlântico e a formação da Cadeia Orogenética dos Andes”.
(ROSS, Jurandyr. O relevo brasileiro no contexto da América do Sul.)
Jurandyr Ross, em sua classificação,
considera que o relevo brasileiro apresenta quatro tipos de unidades geomorfológicas, que refletem sua gênese e sua idade, que são: montanhas, planaltos, depressões e planícies.
apoiou-se em estudos anteriores, principalmente os do professor Aziz Nacib Ab´Saber, e nos relatórios e mapas elaborados pelo Projeto Radam-Brasil (ADAS,1998), sendo fruto dos avanços das técnicas de Sensoriamento Remoto que foram largamente usadas no Projeto Radam-Brasil, das quais fez parte, como pesquisador, o professor Jurandyr L. S. Ross, da Universidade de São Paulo.
leva em consideração, apenas, as características morfoclimáticas relacionadas à influência dos climas atuais no modelado do relevo, desconsiderando, desta forma, a morfoestrutura e morfoescultura.
declara duas unidades de relevo, sendo o Brasil composto por 59% de planaltos e 41% de planícies. As áreas mais altas correspondem a, aproximadamente, 0,58% do território.
analisa os processos geomorfológicos – erosão e intemperismo. O relevo seria então formado por planícies, em que predominam a sedimentação, e por planaltos, em que predominam a erosão.