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O cenário de intensa crise socioambiental trouxe consigo uma crise da humanidade e da civilização. O final do século XX e o início do XXI desafiam a sociedade em geral a encontrar novos rumos para a construção do presente e do futuro. Dos intelectuais e cientistas, demanda-se de modo geral, um repensar ontológico (investigação teórica do ser) e epistemológico (teoria do conhecimento) da ciência geográfica, a partir do questionamento dos paradigmas que sustentam a produção no conhecimento. Nesse período, os geógrafos, de maneira particular, impõem um profundo questionamento relativo ao estatuto da geografia contemporânea frente às novas dimensões do espaço e aos graves problemas sociais que se materializam na superfície terrestre. A geografia, nesse contexto, precisa superar os velhos paradigmas e proporcionar um método de investigação teórica que conduz à
valorização da unicidade entre a geografia física e a geografia humana, possibilitando um questionamento nos termos da relação homem-natureza e do espaço produzido.
valorização da evolução do conceito de meio ambiente, centrado nas crescentes atividades humanas de caráter extrativistas.
manutenção do conceito de meio geográfico empregado no início de século XX, que inaugura uma concepção dos diferentes espaços geográficos em uma perspectiva ambientalista globalizada.
manutenção dos princípios da teoria do determinismo geográfico para justificar um modelo social.