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Leia o texto a seguir.


Nas altas latitudes do Hemisfério Norte, o aquecimento recente associado ao reforço do efeito estufa tem sido mais rápido do que a média global. No Ártico, o derretimento do gelo marinho e da cobertura de neve expõe áreas de oceano e de solo mais escuros, que absorvem mais energia solar do que as superfícies claras recobertas por gelo. Esse ganho adicional de energia favorece novas perdas de gelo. Em regiões de permafrost, o descongelamento do solo também libera dióxido de carbono e metano antes aprisionados, aumentando ainda mais a quantidade desses gases na atmosfera e reforçando o aquecimento inicial. Nesse mesmo contexto de aquecimento, estudos no Atlântico Norte indicam que o derretimento acelerado de geleiras e de mantos de gelo aumenta a entrada de água doce na superfície do oceano. Essa alteração na salinidade tende a enfraquecer a circulação oceânica de grande escala responsável por transportar calor das baixas para as altas latitudes. Com a circulação mais fraca, parte do aquecimento da superfície do mar nessa região é atenuada, mas esse enfraquecimento está associado a mudanças na distribuição de chuvas, na ocorrência de tempestades e em padrões de secas em diferentes áreas do planeta.


As duas respostas do sistema climático descritas para o Ártico e para o Atlântico Norte correspondem, respectivamente, a um feedback


A

negativo ligado apenas à variabilidade natural do gelo marinho na região polar, e um feedback positivo que aumenta o aquecimento global sem modificar a circulação de grande escala no Atlântico Norte.


B

positivo independente das emissões antrópicas de gases de efeito estufa, e um feedback negativo que anula o aquecimento global ao interromper de forma permanente a circulação oceânica no Atlântico Norte.


C

negativo, que limita o aquecimento ao aumentar a perda de calor na superfície coberta por gelo, e um feedback positivo, que intensifica o aquecimento ao fortalecer o transporte de calor pelo oceano para altas latitudes.


D

positivo, que reforça o aquecimento ao reduzir a área coberta por gelo e liberar mais gases de efeito estufa, e um feedback negativo, que enfraquece o transporte de calor pelo oceano, atenua parte do aquecimento e gera alterações regionais nos padrões de precipitação.