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Leia o texto a seguir.
Durante décadas, redes de observatórios magnéticos em superfície, satélites e estudos paleomagnéticos em rochas permitiram caracterizar em detalhe o campo magnético terrestre. Os dados mostram que esse campo varia em intensidade, sofre inversões de polaridade e apresenta assimetrias regionais, mas mantém, em média, uma configuração aproximadamente dipolar alinhada ao eixo de rotação do planeta. Para explicar como esse campo é continuamente gerado e renovado ao longo de milhões de anos, modelos geofísicos levam em conta a estrutura interna da Terra, a presença de materiais condutores e o movimento de fluidos em profundidade. Esses modelos indicam que movimentos de um fluido condutor no interior do planeta podem induzir correntes elétricas capazes de sustentar o próprio campo que produzem, em um mecanismo análogo ao de um dínamo.
Nessas condições, a capacidade do planeta de sustentar tal propriedade física está relacionada
aos fluxos de rochas silicatadas no manto superior, que arrastam a litosfera e geram o campo magnético por atrito entre placas tectônicas.
às marés oceânicas na hidrosfera, que redistribuem cargas elétricas superficiais e produzem um campo magnético global permanente.
aos deslocamentos de massas gasosas ionizadas na atmosfera, que ampliam o magnetismo gerado por minerais ferromagnéticos da crosta.
às correntes de metais líquidos condutores no núcleo externo, que funcionam como um dínamo natural e mantêm o campo magnético global da Terra.