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No processo de estruturação das Regiões de Planejamento do Estado do Ceará, a definição das cidades-polo e das áreas de influência pode ser orientada por diferentes matrizes do pensamento geográfico. Caso o planejamento estadual adote uma metodologia fundamentada no paradigma teorético-quantitativo (neopositivista), a delimitação regional deverá priorizar
a identificação de “regiões-vividas”, pautada na percepção ambiental dos habitantes e no sentimento de topofilia em relação ao sertão.
a análise de modelos de interação espacial, utilizando variáveis estatísticas e métricas de centralidade para mensurar a hierarquia dos fluxos na rede urbana.
o inventário exaustivo das unidades de paisagem, buscando a síntese entre os aspectos fisiográficos e a personalidade histórica dos compartilhamentos territoriais.
a investigação das assimetrias na divisão socioespacial do trabalho e o papel da acumulação flexível na fragmentação do território cearense.
a interpretação fenomenológica das práticas cotidianas e dos mapas mentais que configuram a regionalidade a partir do sujeito.