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Em “Por uma outra globalização” (2021), Milton Santos propõe uma leitura crítica da globalização, distinguindo entre a “globalização como fábula”, a “globalização como perversidade” e a “globalização como possibilidade”. O autor enfatiza o papel do território e da técnica como elementos centrais para compreender as contradições do mundo contemporâneo. Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa correta.
Para Milton Santos, a “globalização como fábula” traduz a concretização da promessa de desenvolvimento equitativo, baseada no acesso universal aos avanços técnicos e à cidadania plena.
A “globalização como perversidade” evidencia como a difusão global das técnicas e da informação, em vez de gerar inclusão, aprofunda desigualdades territoriais e sociais, pois está submetida à lógica seletiva do capital financeiro.
A “globalização como possibilidade” refere-se à superação espontânea das contradições globais pela autorregulação dos mercados, dispensando a ação coletiva e a resistência social.
Segundo Milton Santos, o território globalizado em sua estrutura é neutro e homogêneo, já que as técnicas se difundem de modo uniforme, sem reproduzir assimetrias entre centros e periferias.
A análise do autor rejeita a ideia de que resistências locais ou nacionais possam produzir alternativas à globalização hegemônica, pois entende que os lugares estão subordinados às forças externas.