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A saúde é um problema político, especialmente no que tange à medicina preventiva. Há uma compreensão de que os processos de adoecimento e cuidado em saúde estão diretamente relacionados às condições sociais, econômicas e políticas. Durante a pandemia da Covid-19, essa relação tornou-se evidente na distribuição desigual dos casos, dos óbitos e do acesso aos serviços de saúde no território brasileiro. De acordo com Milton Santos (1996), o espaço geográfico é resultado das ações humanas e das políticas públicas, refletindo desigualdades que se manifestam também na oferta de serviços essenciais, como a saúde.
Considerando o texto e a experiência da pandemia da Covid-19 no Brasil, a principal explicação para a espacialização desigual da doença está relacionada:
À maior letalidade natural do vírus em regiões tropicais.
À distribuição homogênea dos equipamentos de saúde no território nacional.
À atuação eficiente e coordenada do Estado em todas as escalas de governo.
À desigualdade socioespacial e à fragilidade das políticas públicas de saúde.
À predominância de fatores biológicos sobre fatores sociais na disseminação da doença.