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No âmbito da evolução urbana e industrial de Fortaleza, a transferência de unidades produtivas para outros municípios da Região Metropolitana (como Maracanaú) provocou profundas alterações na morfologia e na dinâmica socioeconômica da capital. Esse fenômeno é geograficamente caracterizado pela:
Inversão total da migração intrarregional no Ceará, na qual a desconcentração industrial esvaziou a periferia metropolitana e forçou o retorno em massa das populações trabalhadoras para o núcleo histórico de Fortaleza em busca de emprego no setor primário.
Homogeneização das funções urbanas em toda a Região Metropolitana de Fortaleza, de modo que os municípios periféricos passaram a replicar perfeitamente a divisão territorial do trabalho da capital, extinguindo as especializações funcionais entre as cidades.
Consolidação do Centro e de bairros como Parangaba e Jacarecanga como grandes vazios urbanos permanentes e intocáveis, inviabilizando qualquer tipo de intervenção ou reapropriação imobiliária devido ao tombamento histórico-cultural dessas antigas estruturas fabris.
Refuncionalização do espaço urbano da capital, na qual as estruturas físicas pretéritas (rugosidades) deixadas pelas indústrias tradicionais foram reconvertidas e integradas às novas demandas da reprodução do capital, voltadas ao setor de comércio, lazer e habitação.