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A organização espacial das redes de circulação de mercadorias, distribuição de energia elétrica e de telecomunicações constitui um indicador, mesmo que superficial, dos efeitos do processo de modernização sobre o território brasileiro, na medida em que foram transformadas estruturas espaciais pretéritas e construídas novas formas adequadas ao processo de produção e gestão da empresa capitalista em sua fase avançada. Nesse sentido, as redes manifestam a territorialidade dos complexos industriais.

(BECKER, B. K.; EGLER, C. A. G. Brasil: uma nova potência regional na economia – mundo. 4ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003. Adaptado)
De acordo com a análise dos autores, o Brasil
distribuiu sua infraestrutura de forma homogênea pelo território, com o objetivo de que os complexos industriais se desenvolvessem tanto no litoral quanto no interior do país.
construiu sua infraestrutura a serviço da industrialização concentrada, gerando um território desigual, com um núcleo moderno e conectado na região Centro-Sul e uma periferia subintegrada.
buscou expandir suas redes de circulação com o intuito de integrar regiões periféricas ao mercado global, superando as desigualdades regionais herdadas do período colonial.
estruturou suas redes de circulação e energia como instrumentos de integração nacional, com a modernização do território visando à coesão social e à superação das disparidades regionais.
reproduziu no espaço nacional um modelo de modernização autônomo, no qual as redes de telecomunicações e energia precederam e orientaram a implantação dos complexos industriais.