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Em 1950, aproximadamente 48% dos habitantes das cidades com mais de 100 mil pessoas viviam no chamado Terceiro Mundo, e cerca de sessenta das aproximadamente cem cidades “milionárias” localizavam-se em países subdesenvolvidos. Nessas regiões de urbanização recente, as grandes cidades concentravam parcela elevada da população urbana. A agricultura de consumo apresentava produtividade reduzida, enquanto o aumento natural e o êxodo rural ampliavam rapidamente os contingentes urbanos. Qual combinação de efeitos econômicos corresponde à análise dessa urbanização?
Os problemas de abastecimento se agravaram, mas a expansão das atividades produtivas não agrícolas absorveu os novos citadinos, restringindo o desemprego aos períodos de recessão industrial.
O aumento da população não agrícola agravou o abastecimento; o crescimento dos efetivos urbanos não foi acompanhado por aumento equivalente dos empregos produtivos não agrícolas, deixando parte dos citadinos desempregada em tempo integral ou parcial.
A oferta de empregos não agrícolas cresceu abaixo da população urbana, mas a ampliação das importações assegurou renda e abastecimento suficientes para evitar desemprego parcial e deterioração do consumo.
O crescimento das cidades resultou predominantemente do aumento natural; por isso, a insuficiência de empregos teve caráter demográfico conjuntural e pouca relação com o êxodo rural e a estrutura agrária.
A hipertrofia do setor terciário absorveu de modo estável a mão de obra excedente, embora a baixa produtividade da agricultura de consumo mantivesse dificuldades periódicas de abastecimento.