

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
A intervenção norte-americana no Vietnã não pode ser explicada sem a estratégia territorial de contenção da União Soviética, mas essa estratégia também se relacionava à necessidade de manter parcelas do mundo abertas às trocas, ao comércio e ao investimento externo. De modo semelhante, ações estatais podem contrariar interesses imediatos de determinados capitais e, ainda assim, reorganizar condições mais amplas de acumulação. Qual procedimento analítico preserva essa dupla determinação?
Tomar a lógica territorial como nível explicativo principal e considerar os processos de acumulação apenas como consequências econômicas das decisões estratégicas tomadas pelos Estados.
Tomar a lógica capitalista como determinação estrutural e interpretar estratégias territoriais como instrumentos contingentes que não possuem temporalidade nem interesses próprios.
Analisar a relação dialética, problemática e muitas vezes contraditória entre a lógica territorial do poder e a lógica capitalista do poder, mantendo ambas em movimento sem reduzir uma à outra.
Ordenar as duas lógicas em etapas sucessivas: primeiro o Estado define a estratégia territorial e, depois, o capital adapta autonomamente comércio, finanças e investimentos.
Considerar que as duas lógicas convergem nos Estados hegemônicos, de modo que divergências entre estratégia territorial e acumulação são desvios conjunturais sem relevância analítica.