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Sistemas de transporte, ambientes construídos, equipamentos públicos e novas regiões produtivas podem absorver excedentes de capital e trabalho. Entretanto, o investimento realizado nessas formas permanece imobilizado durante períodos prolongados e pode perder valor quando outra expansão exige novas configurações territoriais. A expressão “ordenação espaçotemporal” contém, assim, um sentido literal e outro metafórico.
Assinale a alternativa que apresenta ambos e conserva a tensão entre eles.
No sentido literal, a ordenação corresponde ao capital imobilizado em formas físicas; no metafórico, designa planejamento estatal destinado a estabilizar permanentemente a localização das atividades.
Uma parcela do capital fica literalmente fixada na terra e em formas físicas; ao mesmo tempo, a ordenação espaçotemporal designa uma solução de crises por adiamento e expansão geográfica, embora o capital fixado possa obstaculizar novas ordenações.
No sentido metafórico, a ordenação adia crises mediante expansão geográfica; no literal, os capitais permanecem líquidos e transferíveis para que novos territórios possam ser incorporados sem desvalorização.
A ordenação é material quando transfere fábricas entre regiões e metafórica quando substitui investimentos físicos por contratos, propriedade e instituições que não territorializam capital.
A ordenação combina expansão geográfica e investimento físico, mas cada infraestrutura construída recupera necessariamente seu valor e amplia a capacidade de resolver crises posteriores.