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Segundo Callai, na prática do ensino da Geografia, um dos caminhos para despertar o aluno sobre as relações dos conteúdos com o seu cotidiano é o desenvolvimento de um “olhar espacial”. Para a autora, o olhar espacial é o modo de fazer Geografia, é como devemos estudar a realidade.
(CASTROGIOVANNI, Antonio C. (Org.). Ensino de Geografia: práticas e contextualizações no cotidiano)
O olhar espacial supõe
o acesso a recursos didáticos avançados, como laboratórios de informática, e a utilização de tablets em atividades externas à escola, o que possibilita ao aluno uma visão capaz de ultrapassar os limites de sua realidade cotidiana, marcada pela reprodução.
superar o aspecto empírico do senso comum do aluno, transformando o espaço concreto no espaço analítico, a partir da análise de dados estatísticos sobre os fenômenos geográficos, evidenciando o espaço geográfico como uma construção econômica e social.
a adoção de uma perspectiva crítica à realidade, buscando as bases originais da construção do espaço geográfico, ou seja, partir da análise dos fatores naturais (geologia, relevo, clima, vegetação) para chegar ao entendimento dos fenômenos e sua distribuição espacial.
iniciar a abordagem a partir do cotidiano do aluno, isto é, seu espaço vivido que se manifesta enquanto paisagem observada e que deverá ser retrabalhada sob um olhar científico, conforme o aluno incorpora conceitos próprios da Geografia.
desencadear o estudo de determinada realidade social verificando as marcas inscritas nesse espaço, pois o modo como se distribuem os fenômenos e a disposição espacial que assumem representam muitas questões, que, por não serem visíveis, têm que ser descortinadas.