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O setor de transportes é historicamente um dos maiores desafios geopolíticos e econômicos do Brasil, caracterizado pelo predomínio do modal rodoviário e pelo consumo intensivo de combustíveis. Com o objetivo de promover a descarbonização e reduzir a pegada de emissões atmosféricas nacionais, recentes marcos regulatórios e inovações agronômico-industriais têm reconfigurado a geografia da produção de biocombustíveis e a sua participação na matriz energética de transportes em todo o território nacional.
Sobre os dados e as dinâmicas setoriais documentadas no Balanço Energético Nacional (BEN 2026, ano-base 2025), analise as alternativas e assinale CORRETA.
A produção brasileira de etanol tornou-se inteiramente dependente da cana-de-açúcar importada de países da Bacia do Caribe, extinguindo-se a produção de biocombustíveis no Centro-Sul brasileiro devido à conversão dessas terras para a mineração de carvão mineral de alta caloria.
O setor de transportes no Brasil registrou expansão de fontes renováveis em 2025, impulsionado pelo avanço do etanol de milho (que alcançou 25% do total do etanol produzido no país) e pela vigência das novas metas obrigatórias de mistura de etanol anidro na gasolina para 30% (E30) e de biodiesel no diesel fóssil para 15% (B15).
Devido à saturação do refino nacional de combustíveis, o Brasil desativou todas as frotas de caminhões pesados movidos a biocombustíveis, tornando o óleo combustível fóssil importado da Sibéria o único energético legalizado pelo Ministério de Minas e Energia.
As energias eólica e solar fotovoltaica substituíram de forma completa os biocombustíveis líquidos e gasosos em todos os modais de transporte ferroviário e rodoviário de cargas no país em 2025, dispensando o uso de terras cultiváveis para fins energéticos na Região Centro-Oeste.