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Os fusos horários constituem uma convenção baseada na rotação da Terra e na divisão longitudinal do globo, permitindo estabelecer diferenças horárias entre lugares situados em meridianos distintos. Em deslocamentos de longa distância, sobretudo quando há travessia da Linha Internacional de Mudança de Data, a determinação do horário local exige considerar simultaneamente a diferença entre fusos e o ajuste de calendário.
FITZ, Paulo Roberto. Cartografia básica. São Paulo: Oficina de Textos, 2008. Adaptado.
Considere que uma pesquisadora saiu de Tóquio (UTC+9) às 22h00 de segunda-feira com destino a Los Angeles (UTC-8), em voo direto com duração de 10 horas. Para interpretar corretamente o horário de chegada, a equipe responsável pelo acompanhamento da viagem precisa articular a diferença entre os fusos e o efeito da travessia do Pacífico.
Nessas condições, o horário local de chegada da pesquisadora em Los Angeles será
15h00 de segunda-feira, porque o horário de Tóquio está 17 horas à frente do de Los Angeles, e a duração do voo não elimina essa defasagem.
05h00 de terça-feira, porque a soma do tempo de voo ao horário de partida projeta a chegada para o dia seguinte, independentemente da diferença entre os fusos.
08h00 de terça-feira, porque o deslocamento aéreo mantém a progressão cronológica do ponto de partida, ainda que haja mudança de longitude.
03h00 de segunda-feira, porque a travessia da Linha Internacional de Mudança de Data antecipa a chegada em 24 horas completas em relação ao horário calculado.
15h00 de terça-feira, porque a diferença entre Tóquio e Los Angeles deve ser aplicada após o acréscimo integral do tempo de viagem, preservando-se o avanço do calendário.