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A mobilidade urbana constitui um dos principais desafios das grandes cidades brasileiras, estando diretamente relacionada à forma de uso e ocupação do solo, à distribuição das atividades econômicas e à oferta de infraestrutura de transporte. Estudos indicam que padrões urbanos dispersos e a priorização do transporte individual contribuem para o aumento dos deslocamentos, da segregação socioespacial e dos custos sociais associados à circulação.
IBGE. Arranjos populacionais e concentrações urbanas do Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2015. Adaptado.
Considere que uma metrópole brasileira apresenta crescimento acelerado da frota de veículos particulares, expansão periférica da população de baixa renda e concentração dos empregos em áreas centrais. Diante desse cenário, a gestão municipal pretende reduzir o tempo médio de deslocamento e ampliar o acesso da população ao sistema de transporte.
A aplicação consistente dos princípios de mobilidade urbana nesse contexto implica a adoção de uma estratégia que
priorize a ampliação da capacidade viária associada a sistemas inteligentes de gestão de tráfego, buscando otimizar a circulação de veículos individuais sem alterar a estrutura espacial das viagens urbanas.
incentive a redistribuição gradual das atividades econômicas por meio de políticas de zoneamento, com foco na redução da dependência de deslocamentos pendulares de longa distância, independentemente da reestruturação dos sistemas de transporte.
promova a integração modal entre transporte coletivo e individual, ampliando o uso do automóvel como complemento ao sistema público, de modo a reduzir a sobrecarga dos eixos estruturais de transporte.
implemente sistemas de transporte coletivo de média capacidade em áreas periféricas, mantendo a lógica radial de deslocamentos centrados nas áreas mais valorizadas da cidade.
articule a priorização de sistemas de transporte coletivo de alta capacidade com políticas de adensamento urbano e diversificação de usos do solo, reduzindo a necessidade de deslocamentos extensos.