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A abordagem das mudanças climáticas na Educação Básica não deve ser tratada apenas como um fenômeno natural, mas como resultado das formas de ocupação, produção e consumo que geram desigualdades socioespaciais. O uso da Cartografia Social e de ferramentas digitais, como o Google Earth e o MapBiomas, permite que os alunos observem o território em múltiplas escalas e identifiquem ativamente áreas de risco, ilhas de calor e pontos de alagamento, transformando o mapa em um instrumento de diagnóstico e intervenção.
Considerando a articulação entre as dinâmicas climáticas, as representações espaciais e a educação ambiental crítica, a prática pedagógica que melhor materializa o uso da cartografia como instrumento de intervenção cidadã frente aos impactos socioambientais urbanos consiste em:
focar a análise cartográfica digital na identificação de fenômenos meteorológicos em escala global, desconsiderando a escala local e o etnoconhecimento das comunidades na mitigação dos impactos das ilhas de calor e da supressão vegetal.
instruir os alunos a reproduzirem mapas topográficos oficiais em meio físico, focando na identificação de curvas de nível para isolar a compreensão estrita da altimetria do relevo em relação às dinâmicas sociais de ocupação e segregação urbana.
engajar os estudantes no mapeamento colaborativo de anomalias térmicas e pontos de impermeabilização do solo em seus bairros, cruzando esses dados espaciais com o histórico de enchentes locais para propor políticas comunitárias de mitigação.
utilizar imagens de satélite exclusivamente para a delimitação das coordenadas geográficas e cálculo de escala dos bairros, visando à memorização da localização exata das bacias hidrográficas e dos domínios morfoclimáticos originais do município.