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A Agenda 21 brasileira indica que o desenvolvimento sustentável deve ser amplo e progressivo ao buscar o equilíbrio entre crescimento econômico, eqüidade social e preservação ambiental.
A convenção sobre Diversidade Biológica foi estabelecida na Eco-92, com o objetivo de preservar a biodiversidade no planeta. As idéias preconizadas na referida convenção incluem a
prevenção contra a biopirataria.
preservação exclusivamente dos ecossistemas.
prioridade das questões ecológicas de escala global sobre os problemas locais, deixados sob a gestão dos governos nacionais.
redução do consumo dos recursos naturais nos países ricos e do crescimento populacional nos países mais pobres.
A Agenda 21, resultante da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, em 1992, pode ser definida como uma espécie de cartilha elaborada pela comunidade internacional ante a imperiosa necessidade de fazer frente à tensa relação entre a espécie humana e a natureza.
Na II Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1992, a Rio-92, foi cunhada a definição ainda hoje largamente adotada: desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer as possibilidades de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades.
A discussão sobre cidades sustentáveis só tomou vulto nos últimos dez anos, graças aos impulsos dados pela Rio 92 e pela Conferência Habitat II (1996). Após essas conferências, as cidades, especialmente as megacidades, passaram a ser vistas como um local a ser evitado a qualquer preço, sendo que as políticas deveriam seguir a seguinte premissa: fixar a população no campo para evitar o êxodo rural e, por conseguinte, o inchaço das cidades.
No documento da Agenda 21, é possível identificar uma crítica ao atual modelo de desenvolvimento econômico, considerado injusto socialmente e perdulário do ponto de vista ambiental. Em contraponto a esse modelo, é proposta a alternativa de uma nova sociedade, produtora e produto do desenvolvimento sustentável.
Segundo Ignacy Sachs, a sustentabilidade ambiental possui cinco dimensões: social, econômica, ecológica, espacial e cultural, uma vez que se passou a incorporar outros aspectos das relações sociais e dos indivíduos com a natureza.
A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92, foi o primeiro dos grandes encontros internacionais realizados na última década do século passado. Especialistas reconhecem que, ao lado de outros fatores, foi decisiva a ação do Brasil para que a reunião adotasse um enfoque acentuadamente social para a abordagem da questão ambiental.