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Relacionadas com a demanda do exterior, formaram-se [no Brasil] zonas econômicas e criaram-se verdadeiras famílias e geração de cidades testemunhando uma sucessão de divisões territoriais do trabalho fundadas em graus diversos de tecnificação [...]. A unidade política e linguística se dava ao mesmo tempo em que as diversas regiões, produzindo para o mercado externo, a este se ligavam praticamente sem intermediários, de modo que sua evolução espacial e econômica era ditada por relações quase diretas. Daí a imagem de um vasto arquipélago formado, na verdade, por um conjunto de “penínsulas” da Europa.
SANTOS, M; SILVEIRA, M. L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2008.
O início da superação dessa condição de isolamento das chamadas “ilhas de desenvolvimento econômico” e o início da integração nacional são marcados
pela ascensão do ciclo do ouro no sudeste brasileiro, associado à criação de gado, que proporcionaram o surgimento de vilas e cidade e a integração entre elas.
pela dinamização econômica do estado de São Paulo com a implantação do ciclo do café, a partir da segunda metade do século XIX.
pela industrialização de São Paulo a partir da política de substituição de importações implantadas no primeiro governo de Getúlio Vargas.
pelas obras de integração nacional promovidas no âmbito do Plano de Metas, no governo de Juscelino Kubitschek.
pela inserção do Brasil no contexto das redes mundialmente difundidas, a partir da década de 1970 com a configuração do meio técnico-científico-informacional.