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Leia o trecho a seguir:
“No capitalismo contemporâneo, os rendimentos derivados da propriedade estariam se sobrepondo aos derivados da produção, o que, segundo a autora (Paulani), revelaria o seu caráter rentista. A propriedade privada da terra (cuja realização no capitalismo dá-se, a princípio, pela renda) é um campo aberto ao capital portador de juros que viabiliza a associação entre a busca do lucro e da renda. Nesse sentido, é possivel entender o lugar estratégico da produção do espaço neste período de crise contemporânea.” (ALVAREZ, Izabel Pinto. Produção do espaço em tempos de crise. In: Justiça espacial e o direito à cidade / Ana Fani Alessandri Carlos (org.). 2017, p. 69).
O trecho escrito por Alvarez revela a lógica da produção do espaço urbano na cidade capitalista contemporânea. São exemplos dessa lógica
a supressão dos espaços de coletividade e a criação de fragmentações espaciais direcionadas ao público em detrimento do privado.
a substituição de espaços de valor de uso por espaços de valor de troca, e O preenchimento de vácuos espaciais, partes da cidade que podem ser revaloradas para especulação.
o surgimento de uma homogeneidade espacial e de classes sociais, transformando a cidade em um grande polo nuclear de atração para investimentos capitalistas, no qual a riqueza prospera.
a produção total da pobreza e da miséria urbana, gerando apenas espaços de exclusão e desesperança, porções que não podem ser reaproveitadas e tornam-se foco de um grupo social marginalizado e revolucionário.