

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Leia o trecho a seguir:
“Descobrindo cedo que terras do Nordeste se prestavam maravilhosamente ao cultivo da cana-de-açúcar, os colonizadores sacrificaram todas as outras possibilidades ao plantio exclusivo da cana. Aos interesses da sua monocultura intempestiva, destruindo quase que inteiramente o revestimento vivo, vegetal e animal da região, subvertendo por completo o equilíbrio ecológico da paisagem e entravando todas as tentativas de cultivo de outras plantas alimentares no lugar, degradando ao máximo, desse modo, os recursos alimentares da região”. (CASTRO, Josué de. Área do norte açucareiro. In: Geografia da Fome. / Josué de Castro. 1967, 10º ed. Editora Brasiliense, p. 95).
Conforme a exposição de Josué de Castro, a ocupação colonialista europeia no Nordeste açucareiro
aumentou a diversidade de espécies vegetais plantadas na região Nordeste, que passou a enriquecer-se em termos econômicos e culturais, principalmente agrícolas.
criou maiores condições para as populações autóctones de se alimentar, uma vez que o intercâmbio cultural entre a civilização europeia trouxe novos hábitos alimentares que complementaram a dieta dos povos originários.
imprimiu uma nova razão de produção e participação do trabalho humano na natureza, substituindo a produção de alimentos pela de commodities que interessavam ao iniciante regime de acumulação capitalista.
impactou positivamente no estilo de vida dos povos originários, pois os portugueses criaram um farto e diversificado sistema de plantio de hortaliças e conservas, que democratizaram o acesso ao hábito de comer saladas e raízes, incomum para os povos potiguara e aimoré, por exemplo.