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“Pena! Com tudo isso de 1964, matou a nossa liderança...

“Pena! Com tudo isso de 1964, matou a nossa liderança camponesa toda. O que foi encontrado de cadáveres, de corpos na estrada entre Caruaru e Campina Grande, inclusive mutilados para ninguém conhecer quem era […] pouca gente sobrou daquele tempo no campo, pouquíssima gente. Sobrou quem a gente escondeu, uma parte, uns que resistiram porque eram fortes, como Joaquim Camilo, que eu te falei, mas Zé Eduardo e Gessino tiveram que se ausentar, mas o resto... Manoelzinho sumiu, ninguém sabe aonde foi que acabou Manoelzinho. Ele era aqui da Mirueira, trabalhava aqui nesse Litoral Norte todo; Igarassu, Goiana, Paulista.” O personagem que relata a história acima era médico, membro do Partido Comunista e das Ligas Camponesas e concedeu entrevista no ano de 2011 à equipe de Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco, integrantes do Projeto Marcas da Memória. Em relação aos movimentos sociais e à repressão durante a Ditadura Civil-Militar em Pernambuco, assinale a alternativa CORRETA.


A

Além dos camponeses, que estavam integrados em algumas associações classistas, trabalhadores urbanos, profissionais liberais e até membros da igreja católica também participaram da resistência contra as tropas governamentais.


B

Por mais que haja depoimentos versando sobre a violência empregada pelo governo, quase nada foi provado contra os militares. A falta de um número maior de provas acaba ratificando a versão de que, em Pernambuco, o regime civil-militar foi moderado.


C

A resistência ao golpe e à ditadura civil-militar ficou restrita ao meio rural, não sendo possível se verificarem focos de resistência nas zonas urbanas. Dentre as suas principais causas, destaca-se a pouca influência que o Partido Comunista possuía no Recife e em sua região metropolitana bem como a falta de organização da sociedade para ações de resistência, fossem elas individuais ou coletivas.


D

Ao contrário do que aconteceu no restante do país, em Pernambuco, não houve qualquer ingerência do regime civil-militar no sistema educacional recém-modificado pelo então governador Miguel Arraes. Pelo contrário, percebendo a importância das transformações realizadas por Arraes e Paulo Freire, os militares deram continuidade ao trabalho, percebendo as estratégias do Movimento de Cultura Popular como benéficas para o senso crítico dos cidadãos.


E

Um dos personagens mais destacados das Ligas Camponesas foi Francisco Julião, personagem fulcral para a repressão dos militares contra os camponeses, uma vez que ele acabou traindo seus companheiros em troca da sua liberdade e permanência no Brasil, após 1964.