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O período brasileiro compreendido entre 1945 e 1985 foi marcado por intensas transformações políticas, sociais e culturais, incluindo a redemocratização do pós-Estado Novo, a experiência populista, o golpe civil-militar de 1964 e a posterior abertura política. Ao longo dessas décadas, o país viveu tensões entre autoritarismo e democracia, crescimento econômico desigual, mobilização social e forte produção cultural, frequentemente submetida à censura estatal. Considerando esse contexto histórico, assinale a alternativa que interpreta corretamente as dinâmicas centrais do período.
A trajetória pós-1945 foi marcada pela estabilidade política contínua, pela ausência de repressão estatal e pela plena liberdade cultural em todos os governos.
O período caracterizou-se pela alternância entre experiências democráticas e autoritárias, com repressão política durante a ditadura, crescimento econômico concentrado e intensa produção cultural, mesmo sob censura.
A sociedade brasileira manteve-se politicamente passiva, sem participação popular relevante, e a cultura esteve desvinculada dos conflitos políticos.
O período foi definido pelo isolamento cultural do Brasil, pela estagnação econômica e pela inexistência de conflitos sociais ou políticos relevantes.
Os governos militares promoveram ampla democratização social e política, eliminando desigualdades e ampliando direitos civis de forma imediata.
A respeito da resistência armada à Ditadura Militar no Brasil (1964-1985), assinale a alternativa correta.
A estratégia da Ação Libertadora Nacional (ANL), liderada por Carlos Marighella, era a luta armada para derrubar o regime militar e para a implantação de um governo popular revolucionário.
A Vanguarda Popular Revolucionária defendia a mobilização sindical urbana e estudantil como forma principal de enfrentamento ao regime, rejeitando ações armadas de impacto midiático.
A resistência armada no Brasil foi marcada pela ampla capilaridade social e pela grande adesão das classes trabalhadoras urbanas e rurais, cujo apoio permitiu a continuidade das guerrilhas defendidas pelo Partido Comunista Brasileiro.
O Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), criado a partir de dissidência do Partido Comunista Brasileiro (PCB) no Rio de Janeiro em 1964 e liderado por Carlos Lamarca, defendia a mobilização universitária como meio para derrubar o regime militar.
A guerrilha do Araguaia, organizada pelo Partido Comunista do Brasil e operante no sudeste do país, estruturou-se segundo uma estratégia de sequestros de diplomatas estrangeiros no Brasil, vindo a ter seus membros dizimados pelo regime militar, cujas famílias ainda buscam os corpos.
A imagem apresentada a seguir, extraída do acervo do Memorial da Resistência de São Paulo, evoca um diálogo silencioso e profundamente simbólico travado durante o período dos governos militares no Brasil. Na cela 4 do memorial, o Cravo Vermelho emerge como emblema de esperança e solidariedade — um gesto sutil, porém eloquente, de resistência frente à repressão.
À luz dessa imagem, podemos afirmar que ela:

Fonte: Disponível em: https://memorialdaresistenciasp.org.br/evento/oficina-projeto-resisto-10/
Rememora um colóquio promovido entre docentes do Estado de São Paulo, realizado no Memorial da Resistência, em 2023, com o propósito de fomentar reflexões historiográficas aprofundadas acerca do regime militar, especialmente sob a perspectiva pedagógica;
Simboliza o episódio em que Elza Lobo, militante da Ação Popular (AP), esteve detida nas dependências do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops/SP), no ano de 1969;
Apresenta a concepção e a implementação das iniciativas vinculadas ao projeto “Eu Resisto”, cujo objetivo central consiste em promover o enriquecimento cultural do público infantojuvenil, por meio de narrativas e testemunhos ancorados nas experiências históricas e nas memórias dos espaços de encarceramento durante o Regime Militar brasileiro;
Alude à marcha do movimento feminino ocorrida em Michigan, nos Estados Unidos, em 1970, cuja repercussão internacional ecoou no Brasil, em meio ao Regime Militar (1964–1985). A manifestação reivindicava, entre outras pautas, a equiparação salarial entre homens e mulheres, suscitando reações repressivas por parte das autoridades militares brasileiras.
O Ato Institucional nº 1 inaugurou a prática de suspensão de direitos políticos e cassação de mandatos parlamentares sem a necessidade de processo judicial regular. Ao mesmo tempo, mantinha-se formalmente a Constituição de 1946, ainda que esvaziada em seus princípios fundamentais. Tal ambiguidade jurídica marcou o início de uma nova ordem política. O texto sugere que o regime instaurado em 1964:
respeitou plenamente a legalidade constitucional
criou mecanismos de exceção que se sobrepunham à Constituição
substituiu imediatamente toda a estrutura jurídica anterior
garantiu a independência irrestrita do Legislativo
O conceito que define o conjunto de mecanismos legais e políticas públicas adotadas para lidar com o legado de violações de direitos humanos de um regime autoritário anterior é:
Anistia Recíproca.
Lei de Segurança Nacional.
Comissão da Verdade.
Justiça de Transição.
Reparação Simbólica.


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Assinale a opção que apresenta corretamente um efeito do chamado “Pacote de Abril”, instituído pelo governo de Ernesto Geisel durante a ditadura militar brasileira.
Ampliou a duração do mandato presidencial subsequente de cinco para seis anos.
Estabeleceu que todos os senadores seriam nomeados pela Presidência da República.
Determinou a adoção de eleições indiretas para os cargos de prefeitos e governadores.
Diminuiu a representatividade de estados menores no Congresso Nacional, sobretudo do Norte e Nordeste.
Reestruturou o sistema partidário brasileiro ao extinguir o bipartidarismo então vigente.
Em História do Brasil, o período de 1964 a 1985 envolve autoritarismo, reformas institucionais e transformações econômicas; para além de rótulos genéricos, a análise costuma destacar a combinação entre restrição de direitos políticos, aparato repressivo e instrumentos legais de exceção:
Ditadura Militar e AI-5.
Era Vargas e Estado Novo.
República Velha e coronelismo.
Redemocratização e Constituição de 1988.
A Constituição Federal de 1988, conhecida como 'Constituição Cidadã', representou um marco na ampliação de direitos sociais, culturais e individuais no Brasil, consolidando o processo de redemocratização iniciado após a ditadura civil-militar.
Certo
Errado
A Constituição de 1946 marcou a reabertura democrática após o Estado Novo, restabelecendo garantias civis, reorganizando instituições e redefinindo a relação entre Estado e sociedade. Considerando a historiografia sobre esse período histórico, analise as assertivas abaixo:
I. A restauração das liberdades políticas conviveu com forte polarização ideológica, vigilância sobre movimentos sociais e conflitos partidários impulsionados pelo ambiente global bipolarizado.
II. O funcionamento harmônico entre Executivo, Legislativo e Judiciário consolidou um ambiente político estável, praticamente isento de crises institucionais ou disputas entre facções opositoras.
III. As garantias constitucionais foram acompanhadas por severas restrições ao sufrágio e pela limitação à autonomia sindical, comprometendo a participação política de amplos setores sociais.
Quais estão corretas?
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, II e III.
Leia atentamente o texto abaixo:
“Existem diferentes aspectos a serem considerados na conformação política e econômica que foi implantada na Amazônia durante a Ditadura Militar sob a supervisão do Conselho de Segurança Nacional e que fez da política de integração nacional (materializada no PIN) um fenômeno completamente diferenciado dos já apresentados no passado. Um dos mais importantes é o intenso processo de reterritorialização dos espaços amazônicos, que se deu com a seleção de áreas específicas relacionadas a certas atividades econômicas, segundo a ótica dos órgãos e instituições governamentais. Estes tiveram como objetivo realizar ações econômicas e estratégicas que instituíram eixos econômicos, abrindo caminho para as aplicações do capital nacional e estrangeiro, estimulados pelos incentivos fiscais e financeiros do Estado ditatorial. Tais investimentos foram direcionados sobretudo a projetos agropecuários, minerais e aqueles denominados de “colonização”, tiveram impactos econômicos, sociais e culturais desestruturadores da vida dos povos indígenas e populações tradicionais, ribeirinhos, posseiros, seringueiros, pescadores artesanais e quilombolas de toda a Amazônia, sem contar as imensas áreas desflorestadas para receber tais projetos. Em outras palavras, ao analisar as políticas públicas que se ampararam em instituições e empresas estatais, em leis, decretos e dispositivos políticos associados às práticas discursivas que elegeram problemas e soluções para a Amazônia, devemos levar em conta as engrenagens políticas e tecnológicas de poder que constituíram o ato de governar, isto é, que constituíram as bases da própria governabilidade.”
A partir da leitura, é possível afirmar que:
I. Uma melhor compreensão da ditadura precisa levar em consideração seus impactos mais alargados, sob o risco de não conseguirmos uma análise mais completa do projeto de nação que se tentou implantar a partir do golpe militar de 1964.
Il. O Golpe militar e a Ditadura mantiveram as políticas de integração desenvolvidas desde os primeiros governos republicanos, interiorizando os aparelhos de governo e buscando soluções para o país que respeitassem os direitos dos povos da floresta.
III. A preocupação dos governos militares durante a ditadura, após o golpe de 1964, voltou-se para os grandes centros urbanos nacionais e pontos específicos da fronteira, evitando riscos de invasões estrangeiras. Os estados das regiões Norte e Centro-Oeste estiveram isentos dessas influências.
IV. Para entendermos a matriz de desenvolvimento vigente na Amazônia brasileira no século XXI, é preciso considerar as políticas iniciadas nos anos 1960, impostas aos povos da floresta e responsáveis pela centralidade apresentada pela Amazônia atualmente.
Estão CORRETAS as afirmativas:
JOANONI NETO, Vitale. Notícias de um Brasil Distante: golpe e ditadura em Mato Grosso e seu entorno, no sul da Amazônia brasileira. Estudos Históricos Rio de Janeiro, vol 37, nº 82, 2024, p.16-7.
|, Il e IV, apenas.
Il e Ill, apenas.
l e Ill, apenas.
Il e IV, apenas.
l e IV, apenas.


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A ditadura civil-militar brasileira, iniciada em 1964, promoveu a ampliação irrestrita dos direitos políticos e civis da população, com o livre exercício da democracia e a eliminação da censura aos meios de comunicação e à produção artística.
Certo
Errado
Os regimes militares do Cone Sul da América se veem em guerra. De um lado, pelo marxismo internacional e seus expoentes terroristas e do outro pela hostilidade das democracias industriais incompreensivas enganadas pela propaganda marxista. Em resposta, eles estão se unindo no que pode muito bem se tornar um bloco político com alguma coesão. Mas, mais significativamente, estão unindo forças para erradicar a subversão, para isso eles estabeleceram a Operação Condor.
Adaptado de SHLAUDEMAN, Harry. Relatório “The third world war and South America” enviado para o Secretário de Estado Henry Kissinger em 1976.
A respeito da Operação Condor, assinale a opção que apresenta corretamente um dos seus objetivos.
Articulação entre regimes ditatoriais latino-americanos que renunciaram o exercício de sua soberania para viabilizar repressão extraterritorial compartilhada.
Conexão entre regimes ditatoriais latino-americanos voltada ao fortalecimento da independência dos mecanismos repressivos internos de cada Estado.
Coordenação internacional para troca de informações sobre opositores das ditaduras latino-americanas refugiados, que transformava o exílio político em alvo de vigilância.
Cooperação global para monitorar suspeitos de terrorismo em território estadunidense, baseada na Doutrina de Segurança Nacional.
Sistematização de dispositivos legais destinados à repressão e à detenção de militantes contra os regimes ditatoriais latino-americanos, com apoio institucional dos Estados Unidos.
Durante o Regime Militar (1964-1985), o Ato Institucional nº 5 (AI-5), decretado em 1968, representou o endurecimento máximo da ditadura. Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma das medidas autorizadas por esse ato.
O fechamento do Congresso Nacional e a suspensão do habeas corpus para crimes de motivação política.
A convocação imediata de eleições diretas para presidente e governadores, visando legitimar o regime.
A anistia ampla, geral e irrestrita a todos os presos políticos e exilados desde 1964.
A criação da Justiça do Trabalho e a implementação do décimo terceiro salário para acalmar a oposição.
A transição do período populista para a instauração do regime militar no Brasil ocorreu em um contexto de instabilidade política, intensificação de disputas ideológicas e questionamentos quanto ao funcionamento das instituições representativas. Nesse cenário, discursos que enfatizavam a necessidade de preservar a ordem e a segurança nacional foram mobilizados para legitimar mudanças profundas no sistema político. Como resultado, observaram-se restrições às liberdades civis e alterações nos mecanismos de participação política. Considerando esse processo histórico, qual alternativa caracteriza corretamente a passagem do populismo para o regime militar no Brasil?
A experiência autoritária manteve intactos os mecanismos tradicionais de representação política e ampliou o pluralismo partidário.
O regime militar consolidou-se a partir de amplo consenso social, ampliando direitos políticos e fortalecendo a participação popular nos processos decisórios.
A intervenção militar foi precedida por conflitos políticos e fragilidade institucional, sendo justificada por um discurso de defesa da ordem pública que resultou na limitação das liberdades civis.
A ruptura institucional ocorreu em um ambiente de estabilidade política, sem uso de discursos de segurança ou de controle social.
A transição foi marcada pela continuidade das práticas democráticas, sem restrições às liberdades civis ou à repressão institucionalizada.
"O Golpe de 1964 instaurou o Regime Militar que, em síntese, viabilizou a entrada do grande capital, isto é, do capital norte-americano, inserido o Brasil, no padrão de acumulação capitalista, ou seja, na esfera da primazia do capital internacional[...] Nesse cenário, a educação passou a ser considerada, em uma visão apologista, como móvel do desenvolvimento nacional e, nessa direção, deveria estar voltada para o mercado de trabalho[...] Nessa perspectiva, essa posição foi fortalecida pela vinda de consultores norte-americanos e pelo financiamento da United States Agency for Internacional Development (USAID), para, entre outros objetivos, promover a construção de uma rede de escolas, voltadas para a capacitação de jovens para o mercado de trabalho. Essa Agência exerceu grande influência na elaboração de políticas para a formação profissional" (Caires; Oliveira, 2016, p. 75).
De acordo com essas autoras, é correto afirmar que o acordo MEC/USAID para direcionar as políticas de educação profissional para jovens no Brasil baseavase no ideário
omnilateral.
integral.
politecnia.
tecnicista.
propedêutico.


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Com a imposição do bipartidarismo pelo Ato Institucional n.º 2, em 1965, as eleições para o Legislativo e o Executivo estaduais, rigidamente controladas e sob suspeita de fraude, foram usadas pelo governo para legitimar o regime, mas a oposição também se serviu delas para, pouco a pouco, medir força com a situação e obrigá-la a repensar as estratégias de distensão política.
Certo
Errado
Embora a democracia tenha sido uma forma de governo incomum na América Latina ao longo dos séculos XIX e XX, o Brasil raramente contou com ditaduras comparativamente ao restante do continente. Nessa conjuntura, a ditadura ocorrida no Brasil entre 1964 e 1985
contou, quando instaurada, com a oposição do governo norte-americano, que apoiava regimes democráticos na América Latina como medida de enfrentamento ao comunismo em meio à Guerra Fria.
implementou programas de bem-estar social como o Sistema Único de Saúde e o Bolsa Família, além de haver universalizado a educação básica.
direcionou parte dos investimentos públicos para grandes obras de infraestrutura de energia e de comunicação, além de aprofundar o modelo de substituição de importações com avanços significativos no setor de matérias-primas.
foi instaurada com a posse do General Castelo Branco, então ministro da Guerra, seguindo o previsto pela Constituição de 1946.
seguiu o neoliberalismo, no plano econômico, com a privatização de empresas estatais, a livre negociação de salários entre sindicatos e patrões e a liberdade de preços conferida aos empresários.
O golpe civil-militar de 1964 instaurou, no Brasil, um regime autoritário que articulou legalidade formal e suspensão seletiva de direitos. A noção de estado de exceção tem sido utilizada pela historiografia para interpretar esse período não como simples ruptura institucional, mas como uma forma específica de exercício do poder. Considerando essa chave analítica, assinale a alternativa que melhor expressa a lógica do estado de exceção instaurado após 1964.
O regime instaurado em 1964 caracterizou-se pela eliminação completa da ordem jurídica, substituída por um poder puramente arbitrário.
O estado de exceção configurou-se como medida transitória, restrita aos primeiros meses posteriores ao golpe, sendo progressivamente abandonado com a normalização institucional.
A suspensão de direitos políticos e civis ocorreu de forma homogênea e universal, atingindo indistintamente todos os segmentos da sociedade brasileira.
O estado de exceção operou por meio da produção de uma legalidade extraordinária, na qual a própria ordem jurídica passou a autorizar sua suspensão seletiva, normalizando a exceção como técnica permanente de governo.
A consolidação do regime baseou-se prioritariamente no consenso social e na adesão popular, dispensando mecanismos sistemáticos de exceção jurídica.
No contexto da crise do regime militar brasileiro, especialmente a partir do final da década de 1970, a abertura política foi marcada por ambiguidades estruturais, nas quais a ampliação da participação social convivia com mecanismos institucionais de contenção e controle. Segundo Boris Fausto, a transição brasileira caracterizou-se por um processo negociado, no qual a pressão popular exerceu papel relevante, mas não determinante de forma exclusiva (FAUSTO, 2013). O movimento das Diretas Já emergiu, nesse cenário, como uma das maiores mobilizações de massa da história republicana, articulando partidos políticos, movimentos sociais, setores da sociedade civil e frações das elites, em torno da reivindicação por eleições diretas para a Presidência da República. Entretanto, a derrota da Emenda Dante de Oliveira no Congresso Nacional revelou os limites institucionais da mobilização popular dentro da estrutura autoritária ainda vigente. À luz dessa interpretação historiográfica, assinale a alternativa que melhor expressa o papel histórico das Diretas Já no processo de redemocratização brasileira.
O movimento das Diretas Já consolidou uma ruptura imediata com o regime militar, resultando diretamente na restauração do sufrágio universal para a escolha do presidente da República.
As Diretas Já representaram uma mobilização social de grande impacto simbólico e político, capaz de tensionar o regime e ampliar o espaço público, embora sua principal consequência tenha se dado no plano da negociação institucional da transição.
A centralidade das Diretas Já reside no fato de terem substituído integralmente as estratégias de abertura “lenta, gradual e segura” formuladas pelos governos militares desde a década de 1970.
O fracasso da emenda das eleições diretas evidencia a irrelevância política do movimento, cuja atuação não produziu efeitos concretos sobre o desmonte do regime autoritário.
O movimento das Diretas Já expressou uma dinâmica de radicalização popular que inviabilizou qualquer forma de pacto entre oposição e setores do regime, acelerando a queda imediata do governo militar.
O movimento Diretas Já (1983-1984), embora derrotado com a rejeição da Emenda Dante de Oliveira no Congresso Nacional, exerceu papel fundamental no processo de abertura política ao pressionar elites políticas e dificultar a adoção de medidas que buscassem perpetuar o regime autoritário.
Certo
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