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Com Ernesto Geisel, o regime militar fez sua última tentativa declarada de perpetuar-se, o que se comprova pela sua decisão de não admitir sequer o debate em torno de uma transição ao poder civil, mesmo sob controle dos militares.
O primeiro governo do ciclo militar, o do marechal Castelo Branco, caracterizou-se pela política de braços abertos aos adversários, consolidada pela recusa em cassar mandatos e em suspender direitos políticos, atitudes que seriam a tônica de seus sucessores.
Observe a charge abaixo:

(Jornal do Brasil, 05/08/1981.) A charge ilustra uma medida do governo do general João Batista Figueiredo, pois ele:
adotou a liberalização da entrada, ação e saída de capitais estrangeiros no país, revogando a Lei de Remessas de Lucros para o Exterior, com que João Goulart procurara obstar as saídas de divisas do país;
acelerou as transformações institucionais, concedendo a Anistia Política e alterando a legislação partidária com a extinção da ARENA e do MDB;
impôs o Ato Institucional Nº 2, dissolvendo os partidos políticos e limitando a representação partidária a duas frentes: a ARENA, de apoio ao governo, e o MDB, representando a oposição;
aprovou o Ato Institucional Nº 5, instrumento básico do regime, fechando o Congresso Nacional e cassando inúmeros mandatos parlamentares;
adotou uma política econômica, proclamada como o "Milagre Brasileiro", permitindo a entrada maciça de capitais estrangeiros e impondo o arrocho salarial.
Durante o governo do general Emílio Garrastazu Médici, a ditadura militar atingiu o apogeu no Brasil. Este governo
iniciou o processo de abertura política, revogou o AI-5 que era o símbolo da ditadura militar, concedeu a anistia aos políticos que haviam sido punidos pelo regime e eleições diretas para governadores.
promoveu as reformas de base que incluíam a reforma agrária, medidas de controle do Estado nos setores estratégicos da economia, a reforma eleitoral, ampliando o direito de voto aos analfabetos.
fechou o congresso e impôs à nação o Pacote de Abril, que aumentava a representação dos estados mais conservadores para garantir maioria parlamentar ao governo e instituiu o pluripartidarismo.
submeteu os meios de comunicação a rigorosa censura e deu carta branca aos aparelhos repressivos para prender, torturar e matar quem ousasse opor-se à ditadura.
revogou os decretos de nacionalização das refinarias de petróleo e de desapropriação de terras, pôs fim às eleições diretas para governadores e presidente e dissolveu os partidos políticos.
Um crescente sentimento de oposição, inclusive expresso por meio de passeatas, contribuiu para que o regime militar editasse, em 1968, o Ato Institucional N.o 5, ampliando seu caráter centralizador e repressor.
Sob o comando do ministro Delfim Neto, o "milagre brasileiro" correspondeu a um curto período de tempo em que a economia conheceu altas taxas de crescimento, marcado pela forte dependência do país em relação a capitais estrangeiros e pelo arrocho salarial.
Eleito diretamente, Tancredo Neves foi o presidente que comandou o processo de redemocratização do país. Sua morte impediu que completasse o mandato, sendo substituído pelo vice-presidente Itamar Franco.
O milagre econômico aprofundou o endividamento externo do país, na busca de financiamento para a produção e para a obtenção de tecnologia estrangeira; todavia, promoveu um processo de desconcentração da renda compatível com o que seria visto, mais tarde, com o Plano Real.
Com o seu governo, aconteceu o chamado "Milagre Econômico" e o Brasil conquistou o tricampeonato mundial de futebol no México. Esse presidente que assumiu o poder em 30/10/1969 chama-se
Na citação acima, o golpe militar de 1964 é visto como diferente de outras in-tervenções militares na política brasileira. Assinale a alternativa que NÃO con-tém uma dessas intervenções militares.
Entre os anos de 1974 e 1985, nos quais ocorreu a mudança de bipartidarismo para multipartidarismo, houve uma criteriosa administração da oposição consentida, por parte dos governos militares.
O Milagre Econômico Brasileiro, iniciado logo após o golpe de 1964, foi financiado pelo capital externo e funcionou como elemento de legitimação do novo regime.
A queda da inflação, nos primeiros anos do regime militar, foi fruto de me-didas recessivas que visavam à retomada, em um segundo momento, da expansão econômica.
Os elevados índices de crescimento da economia brasileira, durante a ditadura militar, tiveram como um de seus resultados a melhoria das con-dições salariais dos trabalhadores.
A queda dos índices de crescimento econômico observada no início do regime militar decorre da adoção de um modelo nacionalista que impedia a presença de capitais estrangeiros no País.
Sob o ponto de vista econômico, o regime militar implantado em 1964 procurou proceder à modernização capitalista do país, ainda que à custa do autoritarismo, com a conseqüente supressão ou redução das liberdades e da participação política.
Certo
Errado
O governo João Figueiredo, enquanto pôde, conteve os movimentos políticos que visavam à abertura total, incluindo a participação de setores excluídos da população que se mostravam muito descontentes com o modelo econômico centralizador de rendas adotado.
Paradoxalmente, os dois últimos governos do regime militar — Geisel e Figueiredo — foram os que capitalizaram os resultados econômicos do milagre; entretanto, a ausência de uma base de sustentação política no Congresso Nacional lhes foi fatal, obrigando-os a conduzir uma distensão que, ao cabo, promoveu o retorno do poder civil.
Certo
Errado
O governo Médici marcou-se por duas características fundamentais. Identifique-as.
A extinção de todos os partidos políticos e a "operação limpeza" que atingiu todos os partidos políticos de esquerda e várias organizações sindicais, estudantis e religiosas.
O Ato Institucional nº 3 que estabelecia a eleição indireta para governadores e a implantação do Serviço Nacional de Informação (SNI).
A Lei Falcão e o bipartidarismo - ARENA e MDB, sendo que nenhum deles representava as verdadeiras aspirações populares.
O arbítrio e o "milagre econômico" que marcavam a violência do regime.
O entendimento perfeito entre o governo, as classes trabalhadoras e estudantes e o Ato Suplementar 38 que colocava o Congresso em recesso indefinido.
Nas charges, sobressai a crítica à contenção salarial, entendida como arrocho pelos opositores, presente na política de estabilização praticada pelos ministros Roberto Campos - Planejamento - e Gouveia de Bulhões - Fazenda -, no governo Castelo Branco, e que também se manifestou no projeto de desenvolvimento conduzido pelo ministro Delfim Neto, nos governos Costa e Silva e Médici.
A inexistência de crédito fácil no mercado internacional, particularmente após a primeira crise do petróleo, é provavelmente a mais consistente explicação para o fato de o milagre brasileiro, à época de Delfim Neto, ter sido um exercício de desenvolvimento autárquico, sua marca registrada.