Questões de Concurso sobre República Autoritária: 1964- 1984

 
 
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Leia o texto a seguir.


A ‘desagregação’ da ‘família brasileira’ era o objetivo inicial dos subversivos, afinal ‘o comunismo começa não é pela subversão política. Primeiro, ele deteriora as forças morais, para que, enfraquecidas estas, possa dar o seu golpe assassino’. Desse modo, a censura era instalada a não esquecer, jamais ‘que vivemos uma ‘guerra total, global e permanente’, e o inimigo se vale do recurso da corrupção dos costumes para desmoralizar a juventude do país e tornar o Brasil um país sem moral e respeito’.


FICO, Carlos. Além do golpe: versões e controvérsias sobre 1964 e a ditadura militar. 3.ed. Rio de Janeiro: Record, 2014, p. 93. [Adaptado].


De que forma tal inflacionamento do conceito de comunismo colaborou com o projeto autoritário da ditadura civil-militar brasileira (1964-1985)?


A

Enfatizando a censura apenas na pauta moral.


B

Justificando o uso da propagando liberal-democrática.


C

Denunciando a estratégia defendida pelos guerrilheiros.


D

Legitimando a restrição das liberdades individuais.

A Questão Militar, uma das principais causas do fim do Império do Brasil, tinha como um dos líderes o major Benjamin Constant, que estava à frente:


A

do Exército.


B

da Mocidade Militar.


C

dos oficiais do exército.


D

dos soldados de primeira linha.


E

da Marinha.

O governo Castelo Branco liquidou um dos direitos mais valorizados pelos assalariados urbanos – a estabilidade no emprego após dez anos de serviço, garantida pela CLT. Em setembro de 1966, foi criado o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), em substituição à estabilidade.


(Bóris Fausto, História do Brasil. Adaptado)


A medida apresentada no texto foi


A

rejeitada, fortemente, pela classe empresarial em função do aumento dos custos empregatícios.


B

vantajosa, exclusivamente, para a classe trabalhadora em função da proteção dos direitos trabalhistas.


C

benéfica para o setor empresarial, que passou a ter mais liberdade no processo de admissão e demissão de seus empregados.


D

prejudicial à classe trabalhadora em virtude do excesso de direitos trabalhistas extintos desde décadas anteriores.

Governos Militares na América e o Processo de Redemocratização


Os regimes militares que se instauraram em diversos países da América Latina durante o século XX tiveram características e desdobramentos distintos, assim como seus processos de redemocratização. Avalie as afirmativas abaixo sobre os governos militares na América Latina e o processo de redemocratização e selecione a alternativa correta.


1. No Brasil, o golpe militar de 1964 instaurou um regime autoritário que perdurou até 1985, caracterizado por uma repressão política sistemática, censura à imprensa e um desenvolvimento econômico impulsionado pelo chamado "Milagre Econômico" (Skidmore, 1988).

2. A Argentina viveu sob um regime militar entre 1976 e 1983, período conhecido como "Guerra Suja", marcado por uma política de desaparecimentos forçados, torturas e execuções extrajudiciais perpetradas pelo Estado (Feitlowitz, 1998).

3. O Chile, sob o governo de Augusto Pinochet (1973-1990), experimentou reformas econômicas neoliberais que transformaram a economia chilena, embora essas mudanças tenham sido acompanhadas de graves violações aos direitos humanos e repressão política (Kornbluh, 2003).

4. A transição para a democracia na América Latina foi homogênea, com todos os países realizando transições pacíficas e imediatas para regimes democráticos após o fim dos governos militares, sem resistência significativa (Hagopian, 2005).

5. No Brasil, a redemocratização iniciou-se em 1985, culminando com a promulgação da Constituição de 1988, que restabeleceu as liberdades civis e os direitos políticos, consolidando o Estado Democrático de Direito (Cardoso, 2009).


Alternativas:


A

Todas as afirmativas são inquestionavelmente verdadeiras.


B

As afirmativas 1, 2 e 5 são corroboradas pela literatura acadêmica.


C

As afirmativas 1, 3 e 4 são validadas por estudos empíricos e teóricos.


D

As afirmativas 2, 4 e 5 encontram respaldo nas pesquisas contemporâneas.


E

Apenas as afirmativas 1, 2 e 3 são sustentadas por evidências teóricas e empíricas.

Assinale a afirmativa correta.


A

O movimento militar de 31 de março teve entre seus opositores a Igreja Católica, os grupos tradicionais, banqueiros e grandes empresários que viam com desconfiança um governo militar.


B

Após a queda de João Goulart, em 31 de março de 1964, uma junta militar passou a governar o país.


C

A tomada do poder pelos militares, em 1964, teve importante apoio popular, notadamente dos movimentos sociais e das forças que tinham apoiado Goulart nas suas proposições de reformas de base.


D

Nas semanas que se seguiram à ascensão dos militares em 1964, convocaram-se eleições nacionais. Concorreram Leonel Brizola (cunhado do governante deposto) e o Marechal Humberto de Alencar Castello Branco, que foi eleito pela maioria dos votos populares.


E

Os Estados Unidos da América, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e Cuba negaram o reconhecimento do novo governo brasileiro. As forças navais norte-americanas no Atlântico Sul foram colocadas em alerta para eventualmente combater os militares brasileiros, mas um acordo com os revolucionários fez cessar as hostilidades.

Com base na informação histórica de que a Rodovia Transamazônica (BR-230) foi construída durante o mandato do governo de Emílio Garrastazu Médici, entre os anos de 1969 e 1974, assinale com verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas que se fazem a respeito dessa estrada de rodagem, considerada uma das obras “faraônicas” do Regime Militar.


( ) A execução do projeto, que se deu durante o período do regime militar no Brasil, fez dessa rodovia a terceira maior do país, com mais quatro mil quilômetros de comprimento.

( ) A Transamazônica corta o Brasil no sentido Leste-Oeste, sendo por isso considerada uma rodovia de traçado transversal.

( ) Como a rodovia Transamazônica não é pavimentada, fica intransitável entre outubro e março, período de chuvas torrenciais na região.

( ) A construção da rodovia, dentre outros benefícios, ajudou na diminuição do desmatamento, do transporte de madeira ilegal, da grilagem e da garimpagem em todo o trecho que ela percorre.


Está correta a sequência indicada em:


A

F-F-V-V.


B

V-V-V-F.


C

F-V-F-V.


D

V-V-F-F.


E

F-F-V-F.

Sobre o período do Regime Militar no Brasil (1964 a 1985) assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações abaixo:


( ) Durante o Regime Militar houve uma captação muito grande de financiamentos estrangeiros visando melhorias de infraestrutura no país, mas como consequência, acabou acarretando uma enorme dívida com o FMI (Fundo Monetário Internacional).

( ) A Operação Condor, estabelecida clandestinamente e em conjunto pelas ditaduras do Cone Sul, a partir de 1975, tinha como meta a eliminação dos principais opositores das ditaduras.

( ) O governo de Emílio Garrastazu Médici é caracterizado por um amplo combate ao uso da tortura e da violência por parte do Estado. Foi dele a iniciativa de promover um processo de abertura política lenta, gradual, segura e democrática.

( ) Após a ampla participação popular no movimento das “Diretas Já”, a ditadura chegou ao fim em 1985, com as eleições diretas que elegeram para a presidência da república a chapa encabeçada por Tancredo Neves e José Sarney.


Agora, assinale a alternativa correta com a sequência marcada entre parênteses:


A

F – V – F – V


B

V – V – F – F


C

V – V – F – V


D

F – F – V – F

Diante das dificuldades para que fossem encontradas saídas para a crise, os militares liderados pelo General Ernesto Geisel resolveram iniciar uma abertura política institucional “lenta, gradual e segura”, segundo as palavras do próprio presidente.


Imagem associada para resolução da questão


Posse do presidente Ernesto Geisel em 15 de março de 1974. (https://acervo.oglobo.globo.com/incoming/a-trajetoria-de-geisel-de-vargasfh-20071396)


“A eleição do general Ernesto Geisel foi considerada um marco nessa transição (...). Para tanto, enfrentou os grupos da linha dura, alterou os comandos militares e procurou lentamente subordinar ao Ministério da Justiça os aparelhos repressivos militares que haviam saído do controle.”


(PRIORE, Mary Del. Histórias da Gente Brasileira. Volume 4. República. Testemunhos (1951 – 2000). Leya, Editora casa dos Mundos. 2019. p. 128.)


Caracterizou esse contexto histórico que assinalou o início do processo de abertura política e o fim do regime autoritário que existiu no país entre 1964 e 1985:


A

as dificuldades enfrentadas dentro da própria cúpula do poder militar, pois tratava-se de uma operação delicada e todo o cuidado era pouco em cada etapa da distensão, e Geisel teve que contar com o apoio de seu chefe da Casa Civil, o general Golbery do Couto e Silva, um dos artífices do governo ditatorial e pertencente à linha dura dos militares


B

a postura dos aparelhos de repressão em não aceitarem tais mudanças que, apesar de enfraquecidos devido à falta de inimigos, pois a “guerra” com os guerrilheiros tinha terminado, mesmo temendo que o Estado de Direito os extinguisse definitivamente, aceitaram não mais praticarem atentados terroristas contra o processo de abertura


C

o fato do projeto da distensão política, liderada por Geisel, apesar das dificuldades que foram enfrentadas diante das resistências dos militares pertencentes à linha dura, ter contado com a simpatia dos aliados europeus e dos Estados Unidos, cujo governo do presidente Jimmy Carter via mal as ditaduras sul-americanas


D

as iniciativas tomadas pelo governo Geisel ligadas à cultura nacional, criando a Empresa Brasileira de Filmes (Embrafilme), a Fundação Nacional das Artes (Funarte) e o Serviço Nacional de Teatro (SNT), além de ter permitido o retorno logo no início de seu governo dos artistas e políticos que se encontravam no exílio

“O AI-5 tornou o regime uma indiscutível ditadura, reabriu a temporada de punições e serviu de base para a montagem dos aparatos que constituíram a repressão política”. FICO, Carlos. História do Brasil Contemporâneo: Da morte de Vargas aos dias atuais. Contexto: São Paulo, 2019. p. 67.


No contexto da Ditadura Civil-Militar, o Ato Institucional n.º 5 representou a:


A

volta do grupo tecnocrata, ligado ao setor industrial


B

continuidade da linha moderada, conhecida como Sorbonne


C

vitória da linha dura, com mais radicais contra os considerados subversivos


D

conquista do poder pelos castelistas, defensores do fim do regime miliar

Durante o período de alta inflação no final da década de 1980, o governo brasileiro implementou diversos planos econômicos na tentativa de estabilizar a economia. Um desses planos foi o Plano Verão, instituído em janeiro de 1989, que introduziu uma nova moeda para substituir a anterior. Qual foi essa moeda introduzida pelo Plano Verão?


A

Cruzado Novo.


B

Réis.


C

Cruzeiro.


D

Real.

Um importante movimento de resistência armada contra a ditadura militar no Brasil ocorreu na região conhecida como "Bico do Papagaio", durante os anos de 1970. Esse movimento ficou conhecido como:


A

Revolução de 1930.


B

Intentona Comunista.


C

Movimento das Diretas Já.


D

Guerrilha do Araguaia.

No período da Ditadura Militar no Brasil (1964-1986), os generais presidentes que governaram o país decretaram Atos Institucionais como forma de instrumentalizar as suas ações e institucionalizar o autoritarismo. Sobre os Atos Institucionais, marque a alternativa CORRETA.


A

O Ato Institucional número 1 manteve a Constituição de 1946 e fixou prazo final aos mandatos presidenciais.


B

O Ato Institucional número 2 reabriu o Congresso Nacional para aprovação de uma nova Constituição.


C

O Ato Institucional número 3 fechou o Congresso Nacional, além de extinguir o acesso ao Habeas Corpus.


D

O Ato Institucional número 4 promoveu a cassação de mandatos políticos e estabeleceu a censura da imprensa.


E

O Ato Institucional número 5 extinguiu os partidos políticos, mas liberou a manifestação de natureza política.

No período do regime militar ocorreu a Guerrilha do Araguaia, um movimento


A

financiado pelos partidos comunistas de países socialistas como URSS, China e Chile, que contou com jovens universitários militantes de organizações de esquerda treinados em Cuba eque durou apenas alguns meses, em razão da inexperiência dos guerrilheiros e das duras condições de sobrevivência na floresta.


B

espontâneo e pouco conhecido à época em razão da censura que cercou a difusão de notícias a seu respeito, e que contou com o apoio do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e outros partidos de esquerda, sendo reprimido por meio de diversas estratégias como o uso de tortura junto à população local para obtenção de informações.


C

formado por mais de mil militantes comunistas infiltrados na selva e divididos em pequenas agrupações, inspirados pela teoria do foquismo já executada na Bolívia por Che Guevara, que pretendiam, com o apoio gradual da população, constituir uma nova Coluna Prestes e rumar a Brasília para instituir um governo democrático.


D

clandestino, executado por dezenas de militantes do Partido Comunista do Brasil que se instalaram em pequenos povoados da região do rio Araguaia com o objetivo de preparar uma revolução, havendo resistido alguns anos apesar da execução de várias operações militares visando sua erradicação.


E

localizado principalmente na divisa dos estados de Tocantins e Mato Grosso, que contou com a participação de baixas patentes do exército, descontentes com as operações militares na região, como a Operação Limpeza, responsável pela morte e desaparição dos cidadãos que se opunham ao governo vigente, logo após o golpe de 1964.

“Tal acontecimento, com as teorias da contrarrevolução preventiva, viria realinhar o Brasil nos quadros da Guerra Fria, revelando a natureza e o sentido profundos desta história, condicionada por um modelo histórico-social de cunho fortemente autoritário, com implicações político-culturais de longa duração. Explicitava-se, dessa forma, o modelo autocrático-burguês, principal personagem de nossa história, desvendado pelo professor Florestan Fernandes em sua obra clássica A revolução burguesa no Brasil, de inquietante atualidade.”


(Carlos Guilherme Mota (org.), Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias. Adaptado)


O acontecimento a que se refere o trecho pode ser corretamente identificado como


A

a ascensão de João Goulart ao poder em 1961.


B

o suicídio de Getúlio Vargas em 1954.


C

a eleição de Jânio Quadros em 1960.


D

a Revolução de 1930.


E

o golpe civil-militar de 1964.

Denunciado à Comissão de Direitos Humanos da ONU no relatório da Anistia Internacional de 1972, o Brasil foi impedido de participar como membro daquela comissão até a abertura política do país, em meados da década de 80 do século XX.


C

Certo


E

Errado

Ernesto Geisel promulgou o Ato Institucional nº 5 (AI-5), fechando o Congresso, decretando estado de sítio, cassando mandatos de prefeitos e governadores, e proibindo reuniões. O AI-5 permitiu punições arbitrárias aos inimigos do regime. Esse período ficou conhecido como “anos de chumbo”.


C

Certo


E

Errado

O Ato Institucional n.º 5 representou a primeira atitude concreta dos militares no sentido de preparar o regime para a abertura política lenta, gradual e segura.


C

Certo


E

Errado

Vovô é uma verdadeira autoridade aqui em casa. O que ele fala, esta falado, ninguém discute porque tem sempre razão. Tem uma maneira de falar, até papai cede! E, olhe que nosso pai é um líder. Muita coisa do que vovô diz, vem do que a vovó pensa. Já notei isso: uns pensam outros dizem: uns mandam outros obedecem. É como um rodízio que a gente faz num jogo de bola: às vezes é um grupo que manda e o outro recebe as ordens, outras vezes, é a vez do outro grupo mandar. Penso que minha vez de mandar vai ser quando eu for pai e chefe de alguma coisa. No país, diz tio Pedro, há várias autoridades com seus poderes. - E ninguém manda no Presidente da República? Pensei que tio Pedro fosse ficar atrapalhado, mas ele riu e disse: - No Brasil, havendo democracia, o presidente também obedece às leis e faz com que elas sejam cumpridas, o presidente também pode fazer leis, principalmente quando o Congresso está em recesso – isto é, não funciona.


Adaptado de: GARCIA, E. C. Educação moral e cívica na escola de primeiro grau. São Paulo: LISA, 1972. Citado por NUNES, Nataly & REZENDE, Maria José. O ensino da Educação Moral e Cívica durante a ditadura militar.


Durante a ditadura militar, foi implementado o ensino da educação moral e cívica nas escolas brasileiras. As afirmativas a seguir relacionam corretamente o uso do trecho reproduzido como material didático e as intenções do regime militar, à exceção de uma. Assinale-a.


A

O texto utiliza símbolos nacionais como meio de reafirmar os valores do regime vigente e para promover a formação de futuros cidadãos críticos e emancipados.


B

O texto remete às hierarquias presentes no ambiente doméstico como exemplo para a formação de cidadãos obedientes ao governo no espaço público.


C

O texto é um instrumento didáticos para propagandear assuntos que estavam alinhados aos interesses do regime e construir um caráter coletivo nacional.


D

O texto é um recurso que visava orientar e controlar ideologicamente o processo de ensino e aprendizagem, a partir de um discurso de caráter imperativo.

O processo de redemocratização do Brasil, iniciado na década de 1980, marcou a transição do regime militar para um governo democrático. Sobre este período, assinale a alternativa CORRETA:


A

A Constituição de 1988 aboliu a censura prévia e garantiu amplos direitos civis e políticos aos cidadãos brasileiros.


B

A Constituição de 1988, conhecida como “Constituição Cidadã”, foi promulgada durante o governo militar.


C

A Lei da Anistia, aprovada em 1979, foi uma medida que perdoou apenas os opositores do regime militar.


D

O movimento das Diretas Já, ocorrido no início dos anos 1980, defendia a manutenção do regime militar no Brasil.

Na época, em pleno regime militar, discutia-se uma promessa do presidente Ernesto Geisel de iniciar a transição, em que o regime seria aberto gradualmente e os governadores seriam eleitos pelo voto direto dali a dois anos. Como a oposição duvidou da promessa, Francelino Pereira perguntou: “Que país é este em que o povo não acredita no calendário eleitoral estabelecido pelo próprio presidente?”. Mas, no ano seguinte, Geisel fechou o Congresso, aumentou o mandato dos presidentes para seis anos e decidiu que um terço dos senadores seria indicado pelo presidente.


De Francelino Pereira para Renato Russo: a origem de ‘Que país é este?’. O Globo, 2015. Disponível em: <www.oglobo.globo.com>. Acesso em: 03 jan. 2024. (Adaptado)


A frase “Que país é este?”, tornada famosa em canção homônima de Renato Russo, líder da banda Legião Urbana, originou-se de uma fala do então presidente da Arena, o deputado federal Francelino Pereira, proferida em uma reunião com outros políticos. Impostas pelo presidente Ernesto Geisel (1974-1979), as medidas conhecidas como Pacote de Abril, que confirmaram que a oposição emedebista tinha razão ao desconfiar do então presidente, determinaram, entre outras medidas,


A

a eleição indireta de um senador por estado da federação.


B

a manutenção da censura aos meios de comunicação, referente às campanhas políticas.


C

a restrição da propaganda política no rádio e na televisão nas eleições municipais.


D

a manutenção da organização político-partidária com apenas dois partidos políticos.


E

a manutenção do impedimento de retorno ao Brasil das pessoas que foram banidas no país.

   
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