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[...]. A história da família de elite no Piauí Colonial apresenta estreita relação com ...

[...]. A história da família de elite no Piauí Colonial apresenta estreita relação com a luta pela hegemonia do poder travada a partir das primeiras décadas do século XVIII. Esta relação entre as estruturas familiares e de poder decorreu da contemporaneidade existente entre o processo de formação das famílias e o da estrutura político-administrativa da Capitania do Piauí. Contudo, além desta concomitância, a profunda correlação entre os referidos processos foi determinada pela coincidência dos interesses políticos da Metrópole e dos grupos que formaram a base local da estrutura de poder no Piauí. [...].


(BRANDÃO, Tanya Maria Pires. A elite colonial piauiense: família e poder. Teresina: FCMC, 1995.p.290).


A abordagem da historiadora Tanya Brandão sobre a formação da elite colonial no Piauí evidencia que


A

as lutas familiares foram importantes na consolidação do poder, porém esses atritos provocaram o abandono das propriedades por seus senhores, facilitando o maior controle da capitania pela metrópole.


B

a influência política das elites foi determinada pela união estabelecida entre os grupos de famílias, que se fortaleceram por laços de parentesco, casamentos e fidelidades, orientando o processo de organização administrativa da capitania.


C

na formação do poder colonial piauiense, a estruturação de extensas famílias fragilizou a elite local, ao promover uma pulverização da parentela, que enfraquecia a centralização do núcleo familiar.


D

desde o início da colonização, a formação da elite colonial piauiense ajustou-se ao domínio metropolitano, pois os condicionantes internos favoreceram o controle dos poderes locais pela Coroa.


E

a formação do poder familiar colonial é posterior ao processo de organização político-administrativa da capitania. Portanto, não se constituiu como elemento dificultador do controle da colônia pela metrópole.