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O corpo escravo se constitui assim como o horizonte...

O corpo escravo se constitui assim como o horizonte fantasmático universal das relações sociais, como se o colonizador tivesse conseguido instaurar sua exploração do corpo da terra como metáfora última das relações sociais. E, de fato, o corpo escravo é onipresente. Os jornais nos falam regularmente da escravatura que ainda existe e que a polícia persegue. E há aquela que a polícia não persegue. Um mal-estar permanente nas classes privilegiadas, com relação às condições de indigência de uma grande parte da população, manifesta o sentimento de que algo, no vínculo empregatício, ainda participe ou possa participar da escravatura.


(CALLIGARIS, Contardo. Hello, Brasil! – psicanálise da estranha civilização brasileira. São Paulo: Três Estrelas, 2017)


O texto conduz o leitor a uma reflexão em torno


A

da persistência da escravidão como instituição organizadora das relações sociais e, mais especificamente, das relações de trabalho no Brasil


B

da persistência da escravidão como elemento significante de valores que norteiam formas de relacionamento que se verificam, por exemplo, no mundo do trabalho.


C

do processo de superação da escravidão como modelo assumido pelas relações sociais em geral e palas relações de trabalho em particular.


D

da persistência da escravidão como modelo das relações de trabalho em geral, assim como importante significante de outras formas assumidas pelas relações sociais.


E

do gradual processo de superação da escravidão nas relações de trabalho, assim como nas relações sociais de forma geral.