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“Qual se fizera, desde o século XVII, na Amazônia e, na centúria seguinte, em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, não cessaram, durante a estada de d. João e o Primeiro Reinado, os esforços para enviar para as terras brasileiras [...] colonos saídos das áreas superpovoadas de Portugal, principalmente do arquipélago dos Açores. Em 1809, 3 mil islenhos se instalaram no sul do país e novas levas não tardaram a seguir para a Bahia, o Espírito Santo, São Paulo e Minas Gerais”
SILVA, Alberto da Costa e. População e Sociedade. In: SCHWARCZ, Lilia M. História do Brasil Nação: 1808 - 2010, volume 1, Crise colonial e independência: 1808 - 1830, coordenação de Alberto da Costa e Silva. Rio de Janeiro: Fundación Mapfre e Editora Objetiva, 2011. p. 38.
O movimento migratório para o Brasil, como descrito no trecho destacado, sobretudo entre o período joanino e o Primeiro Reinado, era justificado pela
necessidade de se ocupar e garantir o povoamento de imensas áreas do território brasileiro fortemente desabitadas.
política higienista predominante, prevendo ser necessário o branqueamento da população do país, a fim de que este pudesse ser admitido no mundo civilizado
necessidade de se substituir a mão de obra escrava, cada vez mais cara devido às pressões inglesas sobre o tráfico, pelo trabalho livre.
política integracionista herdada por d. Pedro I de d. João VI, a fim de, ocupando o interior, costurar uma nação unificada e centralizada no futuro.