Imagem de fundo

Alfredo Bosi afirma que “uma linha de evolução, no sentido...

Alfredo Bosi afirma que “uma linha de evolução, no sentido de dependência temática e estética, [...] não se ajustaria a uma linha reta contínua e ascendente percorrida pelo romance urbano, que começaria em Joaquim Manuel de Macedo, [...] continuaria em [...] Manuel Antônio de Almeida [...] e encontraria seu ponto alto nos melhores romances urbanos de José de Alencar, [...]. O que há de comum é o pano de fundo, a cidade do Rio, que centralizou a vida literária da nação ao longo do Segundo Reinado. [...]”

BOSI, Alfredo. Cultura. In: SCHWARCZ, Lilia M. História do Brasil Nação: 1808 - 2010, volume 2, A construção nacional: 1830 - 1889, coordenação de José Murilo de Carvalho. Rio de Janeiro: Fundación Mapfre e Editora Objetiva, 2012. p. 241.

Mesmo tendo em comum o pano de fundo, a cidade do Rio de Janeiro, a forma adotada pelos três autores para narrar suas histórias é diversa.

Entre os ambientes descritos por Alfredo Bosi nas páginas 241 e 242 de seu texto, é correto atribuir a Joaquim Manuel de Macedo a seguinte passagem:


A

“Dois destinos opostos [...] opostos à mulher na sua situação amorosa: quando ainda donzela, exercerá o domínio absoluto sobre os homens que a cortejam; quando cortesã, aceitará o sacrifício que pode levá-la à morte redentora depois de entregar-se sem reservas ao homem amado. [...]” (242)


B

“[...] mundo da baixa classe média misturada com homens e mulheres que vivem de expedientes e, muitas vezes, a expensas dos que conseguiram se pendurar em modestos empregos públicos. [...] vive-se como se pode [...]. Se conformismo existe, será antes condescendência com as espertezas dos figurantes que precisam sobreviver em um cotidiano incerto [...].” (241-2)


C

“[...] O que [...] importava eram situações extremadas, os conflitos entre a paixão e o dever. E o que poderia levá-lo a uma ética do individualismo moderno era tolhido por um moralismo implacável que o fazia retroceder a uma ideologia sacrificial estranhamente arcaica. [...]” (242)


D

“Realismo miúdo, sem o sentido das contradições sociais, mas o suficiente para agradar à leitora da época, que começava a ver no romance um espelhamento da sua própria rotina, ora idealizada ora pontuda de situações tendentes a uma comicidade fácil.” (241)