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Assim, alicerçaram-se nesse ambiente duas formulações assaz arraigadas no imaginário brasileiro contemporâneo sobre o passado do país. Primeiramente, o mito de que o português é um povo “burro”, de onde derivam as milhares de piadas e anedotas, nas quais sempre aparece um luso estúpido, de raciocínio pífio e ilógico, que tem comportamento desviante e que chega sempre a conclusões estapafúrdias e burlescas. A segunda formulação sintetiza-se no tradicional bordão repetido pelo senso comum: “se o Brasil tivesse sido colonizado pelos ingleses...”, com variações que substituem os ingleses por holandeses e por franceses.
[Eduardo França Paiva. De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História]
De acordo com o excerto, é correto afirmar que
o imaginário brasileiro contemporâneo não contribui em nada para o estudo da História independentemente do tempo e espaço analisados.
as formulações acerca da inferioridade da colonização portuguesa em relação à holandesa são consensuais na atualidade a partir do revisionismo histórico.
independentemente do que acham os historiadores, o fato é que se o Brasil fosse colonizado por uma potência europeia, hoje seria um país de primeiro mundo.
o estudo da História deve considerar formulações presentes no imaginário brasileiro contemporâneo como elemento de análise e produção dos estudos historiográficos.
o comportamento desviante da Nova História passou a considerar as formulações sobre a colonização do Brasil, algo descartável para seus estudos.