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Segundo Hobsbawm, na obra “Nações e nacionalismo desde 1780” (2008), observadores do final do século XIX sentiam-se despreocupados sobre elementos que construíam o sentimento nacional, como a etnicidade, a língua, a religião, o território, a história e a cultura. Isso acontecia porque ainda não apresentava muita relevância qual desses elementos seria o mais importante. Com base nessa afirmação, NÃO permitia a um povo ser classificado como nação no contexto mencionado:
A associação histórica com um Estado de passado recente, razoavelmente durável, pois uma vez dada a identificação da nação com o Estado, era natural que os estrangeiros pressupusessem que o único povo em um país fosse aquele pertencente a um povo-Estado.
A existência de uma elite cultural longamente estabelecida, que possuísse um vernáculo administrativo e literário escrito.
A provada capacidade para a conquista, pois ela dava a prova darwiniana do sucesso evolucionista enquanto espécies sociais.
A identificação nacional era fortemente linguística, mesmo que a língua fosse diariamente falada por uma pequena minoria e que o resto falasse vários idiomas, que frequentemente eram incompreensíveis entre si.
O uso majoritário de uma língua, estabelecida como oficial e que unia as pessoas de um território em um laço cultural indissolúvel.