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O fim dos velhos impérios coloniais era previsível e, na verdade, em 1945, considerado iminente na Ásia, mas a futura orientação dos novos Estados pós-coloniais não estava nada clara. Foi nessa área que as duas superpotências continuaram a competir, por apoio e influência, durante toda a Guerra Fria, e por isso a maior zona de atrito entre elas, aquela onde o conflito armado era mais provável, e onde de fato irrompeu.
(Eric Hobsbawm, Era dos Extremos: o breve século XX (1914-1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Adaptado)
Quanto aos exemplos de conflito entre as duas superpotências, é correto identificar
a Ucrânia, em que os países da OTAN e do Pacto de Varsóvia disputaram o acesso ao Mar Negro, principal via de ligação marítima entre a Ásia Continental e o Mar Mediterrâneo.
o Japão, em que Estados Unidos e União Soviética tentaram controlar os rumos políticos do país após a explosão das bombas atômicas, o que prolongou os conflitos do pós-guerra.
a Índia, em que comunistas e liberais indianos lutaram juntos contra o domínio britânico, mas depois se dividiram em choques internos que levaram à guerra civil no país.
o Paquistão, em que os movimentos de libertação nacional se voltaram para o anti-imperialismo e se aproximaram das lutas revolucionárias anticapitalistas.
a Coreia, em que os coreanos do norte tiveram o apoio do bloco socialista contra os coreanos do sul, apoiados pelos EUA em um violento confronto que durou cerca de três anos.