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“De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?”
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso.
“Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?”
E o homem do leme tremeu, e disse:
“El-Rei D. João Segundo!”
Disponível em 07.12.2016 em https://poemasdomundo.wordpress.com/2006/09/30/o-mostrengo/
Com base na leitura de parte do poema “O Monstrengo” indique a metáfora nele enunciada.
Se relaciona com o medo que os primeiros navegantes tinham de monstros pavorosos que, segundo crença coletiva, existiam no oceano.
Não se relaciona com o confronto estabelecido entre o monstrengo e homem do leme, que representa o rei e, na pessoa do rei, todo o povo português.
Se relaciona com as batalhas travadas no mar pelos portugueses na Guerra da Reconquista.
Se relaciona com as batalhas travadas por D. João II, para reaver as terras dos cristãos, tomadas pelos muçulmanos quando da ocupação da península ibérica.
Não se relaciona com as narrativas dos navegantes sobre as intempéries enfrentadas pelos mesmos no inicio das Grandes Navegações.